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Será que o Quênia está se transformando em um estado policial?

Como você descreveria a situação política no Quênia? White African usa três palavras para descrever o sentimento de milhões de eleitores quenianos após o anúncio de que Mwai Kibaki ganhou por mais de 200.000 votos: decepção, raiva e cansaço.

Those are the words that describe millions of Kenyan voters.
Disappointed at their current president, Mwai Kibaki, for playing Moi-politics.
Angry at their ministers of parliament, voting an unprecedented number out of office.
Jaded by the election results – wondering if bothering to come out for the next elections is even necessary.
Of the three, I would suggest that citizens being jaded is the most harmful for the long-term. Why bother voting if you can’t have the confidence in your government to count them openly and honestly?

Essas são as palavras que descrevem milhões de eleitores quenianos. Decepcionados com o seu atual presidente, Mwai Kibaki, por fazer a política “a la Moi”.
Irados com seus parlamentares, não re-elegendo um número sem precedentes deles.
Cansados com os resultados eleitorais, perguntando se é mesmo necessário perder tempo indo votar nas próximas eleições.
Dos três, eu sugiro que o cansaço dos cidadãos é o mais nocivo a longo prazo.
Pra que se preocupar em votar, se você não pode confiar que o seu governo vai contar os votos abertamente e com honestidade?

Daudi, do Mental Acrobatics escolhe uma palavra para descrever o clima, incerteza:

Uncertainty is the word I would use to describe the mood around Kenya this morning in contrast to fear and anger last night.

Incerteza é a palavra que gostaria de usar para descrever o estado de espírito no Quênia, nesta manhã, em contraste com o medo e a raiva na noite passada.

Blogueiros começaram a cobrir os eventos no Quênia a partir do momento em que foi anunciado que Mwai Kibaki ganhou a presidência. Veja aqui uma breve ronda. Como os acontecimentos estão mudando rapidamente, você também pode visitar Mashada e KenyaUnlimited.

Ory escreve sobre o apagão total da imprensa em seu blogue, Kenyan Pundit:

have no news to report. It’s a total total blackout. Watching TV feels like watching TV under some crazy dictatorship. I mean we all know that the country is on fire, but KBC is airing Just for Laughs. WTF???
I, however, remain committed to keeping whatever news I can flowing so keep the info coming (even though it might sit in moderation for a while). And hopefully I’ll have something updates tomorrow from what is now for all intents and purposes my bunker.

Não têm notícias sendo divulgadas. É um apagão total. Assistir a TV parece com assistir a TV em algum tempo louco de ditadura. Quer dizer, todos nós sabemos que o país está em chamas, mas a KBC está passando [o programa] Just for Laughs. PQP!
Eu, no entanto, continuo empenhadado em manter qualquer notícia que chega circulando, portanto continuem trazendo informes (mesmo que eles tenham que esperar pela moderação por um tempo). E espero que eu vá ter alguma notícia amanhã, daqui, que é agora para todos os efeitos minha trincheira.

O Conselho de Imprensa do Quênia denunciou a proibição da transmissão ao vivo:

- Media Council has strongly denounced the ban on live broadcasts. I suspect that media houses were caught off-guard and are just now trying to find their footing. I’ve been told that KISS fm has been doing a good job with updates. Also hopefully print media will be back in full force tomorrow (if we can get to somewhere where we can buy papers that is). NTV and KTN now broadcasting news updates every hour.

- O Conselho de Imprensa do Quênia denunciou veementemente a proibição de transmissões ao vivo. Desconfio que emissoras foram pegas de surpresa e só agora estão tentando achar o chão. Eu ouvi dizer que a KISS FM tem feito um bom trabalho em termos de notícia. Também esperamos que os veículos impressos estarão novamente a todo vapor amanhã (quer dizer, se conseguirmos chegar a alguma banca onde possamos comprar jornais). NTV e KTN estão agora divulgando notícias atualizadas a cada hora.

Thinker’s Room reage [en] à probição de transmissões ao vivo:

Try harder. You can’t silence the truth.

Se esforce mais. Você não pode calar a verdade.

Where Her Madness Resides relata:

KTN is not broadcasting its Prime Time News. Instead, it streaming CNN feed. Channel 1 has switched off Aljazeera and is broadcasting Christian music videos. There's a preacher on KBC 1, while Citizen is broadcasting a premier league match.

KTN não está passando notícias no seu horário nobre. Em vez disso, está re-transmitindo a CNN. Channel 1 desligou a Aljazeera e está passando vídeos de música gospel. Há um pregador na KBC 1, enquanto Citizen está passando o jogo de estréia do campeonato da primeira divisão.

Quênia está se transformando em um estado policial, Ory escreve:

All live broadcasts have been suspended by the government. The order was released as ODM was addressing their press conference.
This is now officially a police state.
So we have no idea what ODM is saying, and what the security situation is around the country.

Todas as transmissões ao vivo foram suspensas pelo governo. A ordem foi dada enquanto o [partido] ODM se pronunciava em coletiva à imprensa.
Trata-se agora oficialmente de um estado policial.
Portanto, não temos a menor idéia do que ODM está dizendo, e como está a segurança em todo o país.

Cold Tusker se pergunta, “Quênia está revertendo ao estado policial?”:

• The Election Commission of Kenya bans access to all independent media houses except the government/state mouthpiece KBC when announcing the general election results.
• The ECK declares kibz as the winner… fine… that is their mandate but what is pissing me off is NOT Raila's “loss” but the “state of emergency” that has been declared in citoes like Kisumu soon thereafter!!! Nairobi has been under siege all evening.
• john “the home guard” michuki has clamped down on the independent media. Live broadcasts have been banned as has coverage of politics. BULLSHIT…
• The police, GSU & army are being deployed all over. The bloodshed has started as many opposition supporters have been killed already.

• A Comissão Eleitoral do Quênia proíbe o acesso a todas as emissoras independentes, exceto KBC, porta-voz do governo/estado, ao anunciar os resultados gerais da eleição.
• O ECK declara kibz como o vencedor… tudo bem… é o mandato deles, mas o que me irrita – NÃO é a “perda” de Raila, mas o “estado de emergência”, que foi declarado em cidades como Kisumu logo depois! Nairobi ficou a noite toda sob cerco.
• john o “leão de chácara” de michuki tomando duras medidas contra a mídia
independente. Transmissões ao vivo foram proibidas na hora da cobertura política. BESTEIRAS…
• A polícia, GSU [General Service Unit, uma força paramilitar do Quênia] e o exército estão sendo colocados em pontos estratégicos em toda parte. O derramamento de sangue já começou, com muitos da oposição já mortos.

Ory vê o papel da mídia social, em especial as de compartilhamento de vídeo, como YouTube, em uma situação como esta:

If I was ODM, I’d jump on Youtube right now. But I suspect that the internet and mobile phones are next so don’t be surprised if I go quiet (it has been a good ride folks).

Se eu fosse a ODM, eu pularia no Youtube agora. Mas desconfio que a internet e os celulares são os próximos, portanto não se surpreendam se eu me calar (a coisa está preta).

Onde estão os membros do pentágono da ODM?, se pergunta Daudi Were, após rumores de que funcionários do alto escalão do [partido] ODM foram detidos e que houve um disparo:

Last night’s report that they had been arrested and shot have been rubbished by the police. The police say they have not arrested any pentagon members. Which of course leaves the possibility that they were apprehended by another branch of the security forces for example the army. What I do know is that many senior opposition figures are attempting to contact them with no success, which in itself is pretty scary. Of course this could all be part of an elaborate plan to keep the location of the ODM Pentagon secret, especially from those of us outside the inner circle such as myself.
Those of us in Nairobi with a network of information are lucky. The further you get from Nairobi the wilder the rumours. For example, in Kakamega in western Kenya, the story circulating is that all the members of the Pentagon are in jail for treason/sedition and their lives are in danger.

O relato de ontem a noite que eles tinham sido detidos e sobre o disparo foram desmentidos pela polícia. A polícia diz que não prendeu nenhum membro do
pentágono. O que naturalmente deixa a possibilidade de que eles tenham sido detidos por um outro ramo das forças de segurança, pelo exército, por exemplo. O que sei é que muita gente grande da oposição está tentando entrar em contato com eles, sem sucesso, o que por si mesmo é bastante assustador. Claro que isso tudo pode ser parte de um plano elaborado para manter a localização dos membros do pentágono da ODM em segredo, especialmente daqueles de fora do círculo interno, como eu.
Aqueles de nós em Nairobi com uma rede de informações são felizardos. Quanto
mais você sai de Nairobi, maiores são os rumores. Por exemplo, em Kakamega, no oeste do Quênia, a conversa que circula é que todos os membros do pentágono estão na prisão por traição/motim e que suas vidas estão em perigo.

De acordo com Kumekucha, os rumores foram negados:

Police have denied claims that Raila Odinga has been arrested.

Interestingly they have said nothing about the other Pentagon members.

Police have also declared this afternoon’s planned ODM meeting and swearing in of President Raila Odinga and his parallel government illegal.

A polícia nega alegações de que Raila Odinga foi preso.

Curiosamente, não disseram nada sobre os outros membros do pentágono.

A polícia também declarou que a reunião da ODM prevista para esta tarde para o
juramento do presidente Raila Odinga e do seu governo paralelo é ilegal.

Daudi também escreve sobre conflitos entre gangues políticas rivais em Nairobi:

For those who know the area, the area around Mimosa court was the scene of fighting amongst rival gangs, pro and anti government. Ngong Road earlier today was also a no go area.

Para aqueles que conhecem a região, a área ao redor do tribunal de Mimosa foi palco de combates entre grupos rivais, pró e anti-governo. Ngong Road hoje cedo foi também uma área a ser evitada.

O dilema político de Kibaki:

Kibaki’s Party of National Unity only has 37 MPs most of who are from his Central Province. Logic suggests that there is no way you can have the president and vice president from the same tribe. In addition Kibaki needs to bring in many more political parties to have any semblance of a working parliamentary majority. This probably means that ODM-K are being courted heavily at the moment. Kalonzo, the leader of ODM-K and third in the presidential race, will probably demand nothing less than the Vice Presidency in return for his political support. This would not go down well with people who have been with Kibaki since day 1 of these campaigns.

O Partido da Unidade Nacional de Kibaki tem somente 37 deputados, sendo que maioria deles são da província central dele. A lógica sugere que não existe uma maneira que se possa ter o presidente e o vice-presidente da mesma tribo. Além disso, Kibaki precisa trazer muitos mais partidos políticos para ter qualquer sombra de uma maioria parlamentar atuante. Isso provavelmente significa que o ODM-K está sendo assediado
fortemente no momento. Kalonzo, líder do ODM-K e terceiro na corrida presidencial, irá provavelmente exigir nada menos que a vice-presidência, em troca de seu apoio político. Isso não vai cair bem entre aqueles que ficaram do lado de Kibaki desde o primeiro dia dessas campanhas.

Gerald Baraza alega que as forças armadas e para-militares estão contra Mwai Kibaki:

Although on the surface Kibaki appears to be backed by the military generals, the truth of the matter is that many of our men and women in the armed forces and the para-military forces are against Kibaki’s unpopular move and they are going to join the people of Kenya in forcing Kibaki out of his self-proclaimed second term as the president of Kenya.

Embora na superfície Kibaki pareça ser apoiado pelos generais militares, a verdade é que muitos dos nossos homens e mulheres nas forças armadas e nas forças militares são contra o passo impopular de Kibaki e vão aderir ao povo do Quênia, em forçando Kibaki fora de seu auto-proclamado segundo mandato como presidente do Quênia.

Daudi descobre através uma fonte de confiança que o exército queniano está dividido:

Planning an alternative inauguration can be interpreted as treason which would explain the security forces heavy approach (if this is true). During the press conference Raila introduced an army Major who stated that the armed forces are behind Raila. Our military is divided.
This is unverified. It is from a source who has been credible thus far.
Previous we had heard that Raila was “under the care of the army for his own safety” and that Raila would spend the night at the US Embassy due to concerns about his safety.

Planejar uma posse alternativa pode ser interpretado como traição, o que explica a abordagem pesada das forças armadas (se é que isso é verdade). Durante a coletiva de imprensa, Raila apresentou um Major do exército, que afirmou que as forças armadas estão por trás de Raila. Nossos militares encontram-se divididos. Não há confirmação disso. Isso vem de uma fonte que tem sido até agora confiável.

Já tínhamos ouvido falar que Raila estava “sob cuidados do exército para a sua própria segurança” e que Raila iria passar a noite na Embaixada dos EUA devido a preocupações com a sua segurança.

Na postagem “Eu choro. Meu amado país foi roubado”, Thinker's Room escreve:

Rumours going round are to the effect that Raila Odinga and William Ruto have been arrested, and William Ruto has been shot. Reportedly this is after ODM announced their intentions to name a parallel government, a move, I must confess, is not entirely wise given the current situation.
More as I get it.

Rumores circulam de que de fato Raila Odinga e William Ruto foram presos, e William Ruto foi alvejado. Dizem que foi após o anúncio da ODM sobre suas intenções de indicar um governo paralelo, uma jogada, devo confessar, que não é de todo sábia dada a situação atual. Como eu consigo entender.

Thinker’s Room resume esse sentimento:

I feel that the people of Kenya have been completely robbed of everything they have gained over the last 40 years. We lacked few things but at least we were generally a fair people.
I feel that the change we thought we had in 2005 was just an illusion.
I feel that all the time (3+ years), love, devotion and attention I dedicated on Mzalendo.com, sleepless nights sacrificed, hours of my time and resources have been pissed away in just a few days.
I feel that Kenyans have been robbed of something that can never be valued — their electoral process.
I feel challenged even now to respond to the question I had been asked earlier in the day — “Is there any point voting?”
I feel cheated because the same cabal that has been in power since independence is still in power.
I feel cheated that an administration rejected by the ballot can somehow find itself into the presidency.
I feel sad that Kenyans optimistically queued on the 27th thinking they could control their destiny and the very people they entrusted spat on their good faith and goodwill.
I feel angry that my house has just been stoned.
I feel angry that my friends’ shops have been looted and burnt.
I feel shocked that on comparing Kibaki to Moi, Moi comes out on top because he actually walked away when he lost.
I feel amazed that the ruling party in no way shape or form is representative of the country.
I feel insulted that people can rig the elections and believe that we are dumb enough not to see through it.

Penso que o povo do Quênia foi completamente roubado de tudo o que conquistou ao longo dos últimos 40 anos. Nós faltavam algumas coisas, mas, pelo menos, éramos pessoas em geral normais. Acho que a mudança que pensamos que tivemos em 2005 foi apenas uma ilusão.
Acho que todo o tempo (mais de 3 anos), o amor, a devoção e a atenção dedicados ao Mzalendo.com, noites sacrificadas, horas do meu tempo e recursos foram desperdiçados em poucos dias.
Penso que os quenianos foram roubados de uma coisa que não tem preço – o seu processo eleitoral.
Me sinto desafiado até agora a responder à pergunta que havia sido colocada no início do dia – “Vale a pena votar?”
Me sinto traído, pois a mesma quadrilha que tem estado no poder desde a independência ainda está no poder.
Me sinto traído que uma administração rejeitada pelo voto de certa forma pode encontrar-se na presidência.
Fico triste porque os quenianos entraram otimistas na fila de votação no dia 27 pensando que poderiam controlar seu destino e as mesas pessoas em que eles confiaram cuspiram em sua boa fé e de boa vontade.
Fico indignado porque minha casa acaba de ser apedrejada.
Fico indignado porque as lojas de meus amigos foram saqueadas e incendiadas.
Fico chocado que, comparando Kibaki a Moi, Moi sai ganhando, porque ele pelo menos se foi quando perdeu.
Me espanto que o partido majoritário não é de nenhuma forma, meio ou jeito representativo do país.
Me sinto ofendido de que as pessoas possam manipular as eleições e acreditar que somos idiotas o suficiente para não enxergar isso.

Gerald Baraza prediz o pior:

Masses of Kenyans have started uprisings across the country and it’s just a matter of time before the whole country becomes ungovernable. There is a real inspiration among the seven provinces that overwhelmingly voted for change especially among the youth. We are on the ground and we will keep you posted on the developments here!

Multidões de quenianos começaram motins em todo o país e é só uma questão de tempo até que todo o país se torne ingovernável. Existe uma verdadeira vontade entre as sete províncias que votaram maciçamente pela mudança, especialmente entre os jovens. Estamos na área e vamos manter você informado sobre os acontecimentos aqui!

As emoções estão exaltadas:

I’ve had to moderate comments for now and will only allow comments that are sending information about what’s going on on the ground – too busy to focus on controlling the emotions of people on both sides.

Tive que moderar comentários por hoje e só permitir comentários dos que estão enviando informações sobre o que está acontecendo na prática – ando ocupado demais para focar no controle de emoções de gente em ambos lados.

Gerald Baraza ameaça pegar em armas:

I am assuring President Kibaki and the Electoral Commision Chairman Mr.Samuel Kivuitu that if they rig the elections and impose Kibaki on the people of Kenya, I am going to the bush with my people and we will fight them to the bitter end. It may seem like it is ugly right now, but it is going to get uglier! We will not rest until the will of the people is respected. We will fight to the bitter end. We will die for this cause.

Estou garantindo ao Presidente Kibaki e ao presidente da Comissão Eleitoral Sr. Samuel Kivuitu que, se eles manipularem a eleição e impuserem Kibaki na goela do povo do Quênia, vou para às ruas com o meu povo e vamos combatê-los até o fim. A coisa pode parecer feia agora, mas ele vai ficar mais feia ainda! Não vamos descansar até que a vontade do povo seja respeitada. Vamos lutar até ao fim. Vamos morrer por esta causa.

Farm Gal adverte contra blogueiros incitando à violência e pede que os administradores do Kenyan Blog Webring removam o blogue de Gerald Baraza do seu agregador de blogues:

I would like to condemn the post done by one Baraza (on kbw blogroll somewhere) who called for all ODM supporters to go to war. I wrote a comment on the owner of kbw’s blog to ask him to remove it from the aggregator for inciting violence:

I thought the KBW team does not entertain that kind of rubbish….obviously not. I remember one person was kicked out for calling a certain president some sort of name. Now if the kbw team does not condemn people using KBW as a platfom to incite people to go to war, and especially from the comfort of their houses in America. Then trully the rules have changed since the last time someone was kicked out of the KBW aggragator. Correct me if am wrong!!!
Anyway, I wanted Kibaki to win and he has. I didn’t vote, and I hear that there was rigging. I don’t have proof so will not bother going into it.
Right now I pray for peace in Kenya!

Gostaria de condenar a postagem publicada por um Baraza (em alguma parte do blogroll do kbw), que apelou a todos os militantes do ODM a irem à guerra. Eu escrevi um comentário no blogue do dono do kbw para pedir que ele seja removido do agregador por incitar a violência:

Achei que a equipe do KBW não alimentava porcarias desse tipo… Obviamente, não. Lembro de uma pessoa foi expulsa por xingar um certo presidente de alguma coisa. Agora, se a equipe do kbw não condena que as pessoas usem a plataforma do KBW para incitar as pessoas a irem à guerra, e especialmente a partir do conforto de suas casas na América, então na verdade as regras mudaram desde a última vez que alguém foi expulso do agregador do KBW. Corrijam-me se estiver errado!
De qualquer forma, queria que Kibaki ganhasse e ele ganhou. Não votei, e ouvi dizer que houve manipulação. Eu não tenho provas, portanto, nem vou entrar nesse assunto.
Neste momento, rezo pela paz no Quênia!

Gerald Baraza responde ao criticismo:

Let no one lecture me on democracy and writing responsibly. I have been lectured on these vital issues by very respectable professors. I have also lectured on it. For your information, I am a student of Presidential studies. No democratic president who is responsible and peace-loving rigs an election!

It's just a matter of hours before we move in full-scale and show Kibaki what a determined people can do!

Não permito que ninguém venha a me ensinar sobre democracia e a escrever de forma responsável. Tive aulas sobre estas questões vitais com muitos professores respeitáveis. Eu também já dei palestras sobre isso. Para sua informação, sou estudante de estudos diplomáticos. Nenhum presidente democrático, que seja responsável e do paz e amor, manipula uma eleição!

É apenas uma questão de horas antes de avançarmos com força total e mostrarmos a Kibaki o que um povo determinado pode fazer!

Sim, países africanos não são civilizados, discute Cold Tusker:

No wonder African countries are often portrayed as being UNCIVILISED… I do not care to be politically correct… If this is how the government acts then YES, WE ARE UNCIVILISED… Just watch the news. That which gets past the censors. It would not surprise me if the police & GSU are in the middle of murdering 100s of Kenyans.
• Is 2007's Kenya any better than 1992's Kenya?
• Is 2007's Kenya any better than mugabe's Zimbabwe?
I want to believe that we are BUT… I do not think so… unless someone proves me wrong. I wish I am wrong.

Não me admira que os países africanos sejam, muitas vezes, retratado como sendo NÃO CIVILIZADOS… Não me preocupo em ser politicamente correto… Se esta é a forma como o governo atua então NÃO SOMOS CIVILIZADOS… Basta ver as notícias. Aquelas que passam da censura. Eu não me surpreenderia se a polícia e GSU estivessem a ponto de assassinar centenas de quenianos.
• Será que o Quénia de 2007 é melhor do que o de 1992?
• Será que o Quénia de 2007 é melhor do que o Zimbabwe de mugabe?
Quero crer que somos MAS… Acho que não… a menos que alguém prove o contrário. Espero estar errado.

Mimmz defende Kikuyus. Mwai Kibaki é um Kikuyu:

I was told it's Kenya against kikuyus… I guess we are no longer Kenyans.

That we have been stacking up for ourselves for far too long. Need I remind anyone that a kikuyu has led Kenya for 5 out of the last 29 years?

That we are greedy, we are all over Kenya. Last I checked it was a free country. And next time you want to accuse kikuyus of being rich because they steal, think about the fact that they are “everywhere” as you call it. It is how they get rich. They see an opportunity and they follow it. And you? You? You get mad and remain poor.

Did you know Indians don't have shops in most central province townships? The kikuyus have learnt the art of business and have run with that knowledge. Is this the same for your hometown? if not, ask yourself what the implications of that are.

About that they have old money, who owes you an apology that they settled in the highlands because they are farmers by nature,suffered the greatest personal losses from colonization, reaped the benefits of education from the same colonialists, fought for their freedom and took back their lands with enough knowledge to farm; in a primarily agricultural economy, prospered and continued to build themselves up. How do you feel that you have been wronged by this?

Did you know there are poor kikuyus?

And that we are not all related to Kenyatta?

And taking to stoning and burning investments in your local area when aggravated and wondering why there is never any progress is not smart. Rebuilding is costly and that money could have been used for prosperity.

Ouvi dizer que o Quênia era contra kikuyus… Eu suponho que já não somos quenianos.

Que a gente vem guardando pra nós mesmo há muito tempo. Preciso lembrar a alguém que um kikuyu governou o Quênia durante 5 dos últimos 29 anos?

Que somos gananciosos, que estamos por todo o Quênia. Da última vez que verifiquei, era um país livre. E da próxima vez que vocês quiserem acusar kikuyus de serem ricos porque eles roubam, pense sobre o fato de que eles “estão em todo o canto” como vocês dizem. É assim que eles ficam ricos. Eles vêem uma oportunidade e vão atrás dela. E vocês? Você? Você enlouquece e permanecem pobre.

Sabia que os índios não têm lojas em cidades mais centrais? O kikuyus aprenderam a arte dos negócios e os executam com esse conhecimento. Acontece mesmo na sua cidade natal? Se não, pergunte a si mesmo quais são as implicações disso.

Sobre o fato de que eles têm dinheiro velho, quem lhe deve um pedido de desculpas por eles terem se estabelecido nas montanhas, por serem agricultores por natureza, sofreram as maiores perdas pessoais por causa da colonização, colheram os benefícios da educação dos mesmos colonialistas, lutaram pela liberdade e tomaram de volta as próprias terras com conhecimento suficiente para exploração; em uma economia essencialmente agrícola, prosperaram e continuaram a crescer. Como é que você pode sentir que foi enganado por isso?

Sabia que há kikuyus pobres?

E que não somos todos parentes de Kenyatta? [Nota da tradução: Jomo Kenyatta (1890-1978), líder político africano e anticolonialista, primeiro presidente do Quênia após a sua independência (1964-1978)]

E vir a quebrar e queimar investimentos em sua área local quando agravada e se perguntando por que não há nunca nenhum progresso não é inteligente. A reconstrução é cara e o dinheiro poderia ter sido investido na prosperidade…

O que está acontecendo no Quênia, observa Mimmz, está a um passo da Ruanda:

Why would I post about kikuyus and apologies? Because I wish everyone would stop pretending this isn't a tribalistic situation. Actually it's a step away from Rwanda. This is not about Kibaki or his government. This is about the kikuyu tribe. Which explains why the local kikuyu has already had their business burnt and perhaps their home and is probably in hiding as we speak. let's attempt open dialogue for a change. It might improve things.

I'm ashamed at the extent of educated, I would have thought sophisticated persons, calling for or condoning or quietly supporting calls for war.

Go to war. Let it rid you of kikuyus. Then you can all sit in that country, all 41 tribes of you, and love each other. You will always trust each other. It won't be over, the liaison that is; after the common enemy is gone. Nooooo. You'll all always be friends and can get along great forever and ever.

There ends the fairy tale.

Porque eu postaria sobre kikuyus e pediria desculpas? Porque quero que todo mundo pare de fingir que essa não uma situação tribalista. Na verdade, ele é apenas um passo da Ruanda. Não se trata aqui de Kibaki ou o seu governo. Trata-se da tribo kikuyu. O que explica porque os kikuyu locais já tiveram suas lojas queimadas, e talvez até as suas casas, e estão provavelmente na clandestinidade enquanto falamos. Vamos tentar começar a dialogar pela uma mudança. Poderia melhorar as coisas.

Estou envergonhado com os educados, a quem supõem-se ser pessoas sofisticadas, clamando ou acobertando ou silenciosamente apoiando a guerra.

Vão à guerra. Permitam ela os livre dos kikuyus. Então vocês podem se sentar em todo o país, todas as 41 tribos de vocês, e amar uns aos outros. Você sempre confiarão uns nos outros. Não acabará, quer dizer, o contato, quando o inimigo comum tiver se ido. Nããão. Vocês sempre poderão ser amigos e se darão muito bem, sempre.

Aqui termina o conto de fadas.

Kumekucha escreve sobre a violência em Mombasa, onde um blogueiro apanhou:

Meanwhile the usually peaceful Mombasa city has degenerated into a no-go zone in most areas. Kumekuchan Danileve was stopped by a huge violent mob thus morning in the Kisauni area of Barsheba near Mwandoni as he was looking for a Cyber café from which to send in information to Kumekucha from. They robbed him of cash and valuables but amazingly did not take his cell phone which contained amongst other things photographs of poll violence at the Coast which we will publish later.

The mob beat him badly and only stopped when they confirmed that he was NOT PNU or a Kikuyu.

Entretanto, a cidade de Mombasa que é habitualmente pacífica se degenerou em uma zona proíbida na maior parte das áreas. Kumekuchan Danileve foi parado por uma multidão enorme e violenta de manhã na área de Kisauni de Barsheba, perto de Mwandoni, quando ele estava à procura de uma internet café de onde mandar algumas informações para Kumekucha. Eles roubaram dinheiro e objetos de valor, mas surpreendentemente deixaram seu telefone celular, que continha, dentre outras coisas, fotografias das mostras de violência na orla, que vamos publicar mais tarde.

Ele apanhou muito da multidão, que só parou quando confirmou que ele NÃO ERA do PNU ou Kikuyu.

Ele debate o plano de Kibaki para manipular as eleições e seus “terríveis erros de cálculo”:

Yet the signs have been there for a long time. The harmless grand father seated inside State House was asked by a BBC journalist 3 days ago whether he would hand over power peacefully if he lost the elections. His reply was in Swahili and so rude that many Kenyans reading this will still not believe that it is Mwai Kibaki. He said: Wacha Kuniuliza swali ya Upumbavu. (Stop asking me a stupid question.)

Tracing back Mr Kibaki’s actions leading up to the events of yesterday it is clear to see his thinking. He made a big issue out of appointing as many new Electoral Commissioners as possible. Just hours to the general elections he appointed new judges.

The plan was simple. To rig the elections after which he expected ODM to seek redress in the courts where he would be ready for them and besides petitions can be made to last 5 years or more by which time he would have completed his fraudulent second term.

Big time miscalculations. Kenya has changed and the State House should have seen that clearly from the way Kenyans countrywide voted. The thinking within State House is that ODM is a Luo political party with pockets of support from Kalenjins.

Ainda assim, os sinais estavam lá há um bom tempo. O avô inofensivo sentado no palácio do governo foi questionado por um jornalista da BBC há 3 dias se ele entregaria o poder pacificamente se perdesse as eleições. Sua resposta foi em Suaíli e tão grossa que muitos quenianos lendo isso ainda não acreditarão que se trata de Mwai Kibaki. Ele disse: Wacha Kuniuliza swali ya Upumbavu (pare de me fazer uma pergunta imbecil).

Analisando as ações passadas do Senhor Kibaki que culminaram com os acontecimentos de ontem, dar para ver claramente suas idéias. Ele fez questão de nomear o máximo possível de novos comissários eleitorais. Faltando apenas horas para as eleições gerais, que ele designou novos juízes.

O plano era simples. Burlar as eleições, depois do que ele esperava que o ODM procurasse obter reparação nos tribunais, onde ele estaria pronto para enfrentá-los, e além de que petições podem durar 5 anos ou mais, tempo no qual ele teria concluído o seu segundo mandato fraudulento.

Erros de cálculo sérios. Quênia mudou e o palácio do governo deveria ter visto isso claramente pela maneira com que quenianos do país inteiro votaram. O pensamento dentro do palácio do governo é que o ODM é um partido político Luo com o bolso cheio de apoio dos Kalenjins. [Nota da tradução: Luo é um povo africano que habita o sudeste do Quênia]

Where Madness Resides escreve, “A batalha não acabou”:

The ODM has announced that it will form a parallel government and give the people their president tomorrow. I wondered at first why it was Ole Ntimama who read the statement rather than Raila himself, but when he spoke, I realised how upset he was.

I can see how. He's been working towards this most of his life, and then when he thinks it's within his grasp, someone comes along and snatches it away from him.

The Election Observation Mission of the European Union has just released a statement that calls into doubt the final result.

Kenyans are bracing themselves for the worst. My phone is full of text messages warning me not to leave my house tomorrow. I wasn't planning to.

O ODM anunciou que irá formar um governo paralelo e dar ao povo seu presidente amanhã. Gostaria de saber em primeiro lugar por que foi Ole Ntimama quem leu a declaração, em vez do próprio Raila, mas quando ele falou, eu percebi como ele estava chateado.

Eu entendo. Ele tem trabalhado neste sentido a maior parte de sua vida e, então, quando ele acha que está ao seu alcance, alguém vem e arranca a possibilidade dele.

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia acaba de emitir uma declaração que põe em dúvida o resultado final.

Os quenianos estão se preparando para o pior. Meu telefone está cheio de mensagens de texto me alertando para não deixar a minha casa amanhã. Não estava nos meus planos.

Na sequência do apelo lançado pela oposição para uma recontagem, o jurista queniano alega que não existe lei alguma que permita uma recontagem nacional:

My further thoughts after listening to the contestants;
• There is no provision in our laws for a national recount as requested by Raila. Once this door is opened we might as well tear all the laws down.
• I would like the Attorney General to come out very clearly and state what the law requires.

Minhas opiniões após ouvir os contestadores;
• Não existe nenhuma cláusula em nossas leis para uma recontagem nacional, conforme solicitado por Raila. Uma vez que esta porta for aberta, melhor logo rasgar todas as leis.
• Gostaria que o procurador geral abra o jogo claramente e explique o que a lei exige.

Em outra postagem, um jurista queniano observa que nenhum dos lados parece entender as leis eleitorais:

Anyway, it is now becoming clear to me that neither the ECK officials. candidates nor their agents, including some lawyers of experience, have familiarised themselves with the provisions of Presidential and Parliamentary Elections Rules which govern the conduct of elections. If they had, some of these problems would have been avoided.
• The only was to challenge an election or the result of an election is through and election petition filed in the manner provided by the National Assembly and Presidential Elections Act. The election process cannot be stopped or stayed in any manner.
When the rules were amended, it was contemplated that the polling station was to be the focal point of all matter concerning counting. The candidates agents would then assume an important position in ensuring that all the votes cast were valid and properly counted. Furthermore, this would reduce the inherent problems in counting a large number of ballots from the whole constituency. Notwithstanding allegations of rigging, I think the party's must take some responsibility for failure to invoke the proper process. Writing letters or press statements while the ECK is delivering the results is neither appropriate nor proper. I wonder why parties have legal advisers.
While I understand that the fact that there has been an increase in the number of voters and candidates, they has been clearly a failure of candidates agents and some ECK officials to take their work seriously. Similarly, the ECK has failed to clearly inform or educate the public on the proper legal process that is applicable to the situation such as one we face.

De qualquer forma, está ficando claro para mim que nem os candidatos oficiais do do ECK, nem os seus comissários, incluindo alguns advogados com experiência, se familiarizaram com as disposições do Regimento de Eleições Presidenciais e Parlamentares que regem a conduta das eleições. Se tivessem, alguns destes problemas teriam sido evitados.
• A única forma de questionar uma eleição ou o resultado de uma eleição é através de uma petição eleitoral apresentada na forma prevista pela Assembleia Nacional e pela Lei de Eleições Presidenciais. O processo eleitoral não pode ser interrompido ou atrasado de qualquer maneira.
Quando as regras foram alteradas, foi contemplada que o colégio eleitoral deveria ser o ponto focal de todos os assuntos relativos à contagem. Os comissários dos candidatos assumiriam uma posição importante no sentido de garantir que todos os votos foram válidos e devidamente contabilizados. Além disso, isso reduziria problemas inerentes à contagem de um grande número de votos de todo o eleitorado. Não obstante acusações de manipulação, penso que o partido deva ter alguma responsabilidade pela falha na execução do processo apropriado. Escrever cartas ou declarações à imprensa enquanto o ECK está divulgando os resultados não é adequado nem correto. Fico me perguntando para que partidos têm consultores jurídicos.
Embora compreenda o fato de ter havido um aumento no número de eleitores e de candidatos, houve claramente uma falha por parte dos comissários dos candidatos e de alguns funcionários ECK em levar o trabalho a sério. Do mesmo modo, a ECK falhou em informar claramente ou explicar ao público o processo legal adequado que é aplicável a uma situação como a que enfrentamos.

[Todos os links levam a sites em inglês]

(Texto original de Ndesanjo Macha)

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

2 comentários

  • Matéria muito interessante. Sobre o blogueiro que comenta que os países africanos “não são civilizados”, vale lembrar uma coisa: os países africanos, inventados pelos colonizadores europeus no passado, vivem hoje o caos que é comum a quase todas as colônias/ex-colônias atuais. Uma mistura de tentativa de se reencontrar/organizar com o esmagamento causado pelo pulso forte dos colonizadores que não querem abrir mão de seu controle e manipulam a ferro e fogo a política local. Onde quer que haja um ditador na África, pode-se seguir os fios de fantocheiro até mãos européias ou norte americanas, ou de algum outro bloco político.
    Antes de se ser civilizado, é preciso se deixar de ser colonizado e escravizado, e isso nunca foi permitido aos “países” africanos. Os povos do lugar não tem sequer chance de viver em paz, quanto mais de se organizar. E quando o fizerem, ninguém disse que deve ser aos moldes dos Europeus que hoje comem em mesa farta às custas das colônias a sul do Equador.

    Abraços do Verde.

  • Degol Mendes

    Degol Mendes

    Sou guineense de origem mas como humanista defensor de direitos humanos liberdades fundamentais sinto muito preocupado com a situação actual que a Quenia está travessando.
    Em primeiro lugar é preciso que os africanos tomem consciência que a dignidade da pessoa humana, o respeito pela difdrença são os fundamentos de qualquer estado de Direito e democrático.
    A segunda questão é se tentar sementar a ideia da unidade nacional em cima da unidade etnica de forma a promover a paz durável, e a estabilidade social. A situação da situação politica na Quenia´serviu como uma lição para os paises que ainda sementam o tribalismo e promovem o voto etnico.

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