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Lusosfera: Desejos e esperanças para 2008

 O ano novo está na esquina, inevitavelmente, e a lusosfera está cheia de postagens sobre as tradições, resoluções, desejos, reflexões. Veja aqui uma rápida ronda entre blogues de língua portuguesa do Brasil, Cabo Verde, Timor Leste, Moçambique e Portugal. Apesar de distantes um do outro, são países unidos pela língua e pela esperança de dias melhores.

Francisco José Viegas, do Origem das Espécies, faz uma ampla retrospectiva de 2007 em formato de A a Z, para lembrar o que passou de bom e de ruim. Miradouro Online escolhe as melhores e piores personalidades de Moçambique em 2007. Outros blogueiros contam o que 2007 trouxe de bom e revelam suas esperanças para 2008.

Do Timor Leste, Fábrica de Blogs tem esperanças de dias melhores para o jovem país que tem um passado tumultuado e que só conquistou a independência em 2002:

Há sempre algo dentro de nós que nos permite agarrarmo-nos à esperança e é essa a única coisa que segura os timorenses ou qualquer outro povo do mundo. Repare-se que pela nossa parte estamos fartos de andar de frustração em frustração, estamos cansados de que nos enganem e precisamos de continuar a acreditar em coisas que se concretizem. Precisamos de acreditar no nosso país, livre e independente, com tudo aquilo de que o presidente fala mas também com muita justiça. Queremos que 2008 nos traga tudo isso e seja melhor.

Em Moçambique, Armindo Milaco, de Maputo, olha para o lado positivo de 2007 e também tem esperanças de um 2008 melhor:

Reina apatia, desinteresse e medo de perder o pão como se justificam, mas na realidade o tal pão está seco e cheio de bolor. Espero que o 2008 traga muita força e determinação, coragem e entrega para o bem desta nossa bela nação onde pedra a pedra destruiremos as inconstituicionalidades, as mortes misteriosas, doenças endêmicas, desemprego e pobreza.

Juliana Helena, uma blogueira brasileira bem jovem, faz uma longa retrospectiva de 2007 explicando por que esse foi um ano diferente para ela:

…porque, principalmente, cada ano é único e especial. Um ano nunca é igual a outro, assim com um dia não é igual ao outro. 2007 pode ter sido um ano em que aconteceram séries de coisas ruins, mas que também nos trouxe tantas outras coisas boas. Eu não tenho pressa que 2008 chegue, curtirei o máximo possível o restinho de 2007 que ainda tenho. Porém, tenho certeza de que o ano que virá nos trará muito mais de bom e de proveitoso. Afinal, é assim que andamos: sempre torcendo e fazendo com que o amanhã seja melhor para todos nós!

De Aveiro, Portugal, Maria do Rosário Fardilha publica a imagem do escultor português Jorge Vieira e explica o relacionamento que tem com um ano que está por vir:

(Jorge Vieira)

Eu gosto de olhar para trás, não consigo sequer não o fazer. Mas também espreito o futuro, tentando adivinhar, com ou sem ansiedade – depende da alma dos dias, o que vou olhar e enfrentar. Por isso este desenho de Jorge Vieira.

Também de Portugal, Gilberto Pereira se pergunta o porquê das pessoas celebrarem o final de um ano e o início de um outro, e nos chama a atenção para o fato de que resoluções de última hora podem ser uma perda de tempo:

É preciso chegar ao dia 31 de Dezembro para se lembrarem que há algo para fazer que já poderiam ter feito há mais tempo? Mas porquê?? Porque é que se desperdiçam os dias sem tirar deles o máximo proveito possível, sem viver o dia inteiro e ficando constantemente à espera que algo nos dê uma bofetada de realidade na cara? Resolução para 2008: “Este ano vou começar a viver a vida”.

Por outro lado, De Olho na Praia, do Cabo Verde, tem como resolução o compromisso de ser feliz todos os dias:

Quanto ao novo ano e planos novos, prefiro pensar em dia novo, e que podemos fazer e refazer planos novos todos os dias. Temos a obrigação de ser felizes todos os dias e sim, passar para o novo ano, numa festa saborosa!

C Valente cita os pratos, drinks e rituais principais das celebrações de ano novo em Portugal e publica a receita do “Bolo da Concórdia 2008“, cujos ingredientes são:

Amor e Amizade
Esperança e Harmonia
Fraternidade, solidariedade e generosidade
E todos os outros ingredientes que cada um quiser juntarem.
As quantidades são em conformidade com o número de pessoas e o seu coração.

Carola, de São Paulo, Brasil, faz um saldo da sua vida em 2007 e nos deixa com um texto do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade:

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”

(texto original de Paula Góes)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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