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Barém: Fikr 6 – Mudando o mundo

Free Image Hosting at allyoucanupload.comNa semana passada, tive o privilégio de assistir a o Fikr 6, uma conferência organizada pelo Arab Thought Foundation [Fundação Pensamento Árabe]:

Em sintonia com a missão da Arab Thought Foundation de promover a cultura e os valores dos povos árabes, Fikr 6: Estratégias Árabes para uma Era Global reunirá os líderes mais inteligentes em países árabes e além, para debater os principais desafios da região e como eles estão desenvolvendo soluções inovadoras para problemas complexos como: rápido aumento da demanda mundial por energia, medidas regionais de segurança e medidas específicas para cada país, cumprimento das expectativas de uma população jovem, diminuição de disparidades econômicas ao lado de prosperidade, atendimento às necessidades da sociedade, desenvolvimento sustentável do meio ambiente. Vamos perguntar aos líderes presentes como eles estão empenhados em fazer o bem para a sociedade enquanto fazem o bem para as suas organizações e empresas nos diferentes países árabes.

Os palestrantes vieram de todas as partes do planeta – entre eles estavam John Clippinger e John Palfrey o Centro Berkman para a Internet e Sociedade, que fundou Global Voices!

Ao todo, seis blogueiros de Barém participaram do evento (cada link leva você às postagens deles sobre o Fikr 6):

المنعوت دائما

هذيان الحروف

ammaro.com

bint battuta in bahrain

Mahmood's Den

Yagoob's Dome

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Ammar se questiona sobre globalização:

A question was raised over what the Arab world has contributed to the process of Globalization; the answer was “We buy. The world produces and we buy”. This does make you think, considering that we have become consumer economies rather than producers (with the exception of oil). We don't export motor vehicles, we don't export electronics, we don't export technology, and so on. People don't travel to world to attend our universities, people don't leave their countries to receive our healthcare.

Sure, a few countries do produce and offer services to a certain extent, but overall the general notion is that we consume. Essentially this means that most of our money is not being used inside our countries, and is slowly being pumped out of the region. Cash inflow from outside the region isn't very outstanding either, and besides the petroleum (for a few countries) and to a certain extent, investments, what else do we really have to offer the world? Isn't it about time this started to change?

Uma pergunta foi colocada sobre de que forma e mundo árabe tem contribuído no processo de globalização, e a resposta é: “Nós compramos. O mundo produz e a gente compra”. Isso faz você pensar de fato, considerando que nos tornamos economias consumidoras, em vez de produtoras (com excepção do petróleo). Não exportamos automóveis, não exportamos produtos eletrônicos, não exportamos tecnologia, e por aí vai. As pessoas não atravessam o mundo para frequentar nossas universidades, ninguém deixa seu país para receber nosso tratamento médico.

Claro, um pequeno número de países produzem e oferecem serviços até certo ponto, mas, em geral, a idéia é que nós consumimos. Basicamente, isto quer dizer que a maior parte do nosso dinheiro não está sendo utilizado dentro de nossos países, ele está lentamente sendo vazado para fora da região. Influxo financeiro para fora da região não é algo muito notável, e além do petróleo (para alguns poucos países), e até um certo ponto, investimentos, o que mais temos para oferecer ao mundo? Não é hora disso começar a mudar?

Mahmood relata uma sessão sobre educação por ele presidida:

It was agreed that modern education is the missing catalyst in the Arab world, a situation which must be corrected at all levels and completely overhauled should we wish to be part of this technologically advanced era. […] The political situation in many parts of the Arab world coupled with the dearth of opportunities for young minds provide a fertile ground for frustration, one that possibly leads to that young mind to prefer foreign lands for furthering their education or indeed to emigrate to in the hope of more respect, remuneration and a wealth of other opportunities. The “brain-drain”; however, is not that simple. The panel suggested that for enterprising minds the world over, geographical limits are immaterial, and in a lot of cases this migration is actually beneficial to the person’s country of origin or community as when the resources are provided, then the result of that migration will cross the physical geographical border and have a positive impact on the community as a whole.

Chegou-se a um acordo que na educação moderna está faltando um catalisador no mundo árabe, uma situação que deve ser corrigida a todos os níveis, e totalmente revista se queremos ser parte desta era tecnologicamente avançada. […] A situação política em muitas partes do mundo árabe, em conjunto com a escassez de oportunidades para mentes jovens, proporcionam um terreno fértil para frustrações, o que possivelmente nos leva a essas jovens mentes preferindo terras estrangeiras para avançar na educação, ou mesmo a emigrar na esperança [de encontrar] mais respeito, melhor remuneração e uma riqueza em outras formas de oportunidades. A fuga de cérebros,

no entanto, não é assim tão simples. O painel sugeriu que mentes empreendedoras o mundo lá fora, os limites geográficos são irrelevantes e, em muitos casos, essa migração é de fato benéfica para o país de origem ou comunidades dessas pessoas, já que quando os resultados dessa migração cruzam as fronteiras geográficas físicas causam um impacto positivo na comunidade como um todo.

Bint Battuta (que sou eu) cita uma surpreendente estatística::

In Finland you need to be in the top ten per cent of graduates to become a teacher. In South Korea you need to be in the top five per cent, in Singapore and Hong Kong the top thirty per cent. In the Arab world teachers tend to be recruited from the bottom twenty per cent of graduates, who have no other option.

Na Finlândia, você precisa estar entre os dez por cento melhores entre os diplomados para se tornar um professor. Na Coréia do Sul, precisa estar entre os cinco por cento, em Singapura e Hong Kong entre os trinta por cento. No mundo árabe, os professores tendem a ser recrutados a partir dos últimos vinte por cento entre os licenciados, aqueles que não têm outra opção.

Yagoob se impressiona com um jovem estudante saudita:

A surprise addition to the panel was the young Abdulaziz Al-Taraizouni, a Saudi studying at King Fahad University and heads an IT society at his university. He compares the education of old as the obtainment of “pure knowledge and nothing else” whereas modern education is looking ahead and is more concerned with the job market. He supported his fellow panelists in that students must gain the skills needed to adapt to all changes. The society he heads is the ‘IT Leaders Society’ which is a society that encourages the students to find new and innovative ways to use and create technology. He finds that the society has given so much freedom for the students and much room to grow, develop and find themselves with the final product being the amount of productivity the students show in their work.

A surpresa extra do painel foi o jovem Abdulaziz Al-Taraizouni, um saudita estudando na Universidade King Fahad e líder de uma sociedade de TI em sua universidade. Ele compara o ensino de antigamente como a mera obtenção de “conhecimento puro e nada mais” enquanto a educação moderna é olhar para frente e está mais preocupada com o mercado de trabalho. Ele apoiou seus colegas expositores na afirmação de que estudantes devem adquirir as habilidades necessárias para se adaptar a todas as mudanças. A sociedade que ele dirige é a ‘Sociedade para Líderes de TI”, que é uma sociedade que incentiva os alunos a encontrar novas e inovadoras formas de utilização e criar tecnologia. Ele acha que a sociedade tem dado tanta liberdade para os estudantes e muito espaço para crescer, se desenvolver e se encontrar a si mesmos, sendo o final produto o amonte de produtividade que esses estudantes mostram em seu trabalho ..

Bint Battuta também se impressiona com os participantes da Arábia Saudita no Fikr 6:

Some of the most impressive speakers were Saudi, and I mention that only because of the stereotype of Saudis prevalent in the Gulf, let alone the rest of the world. I have encountered a number of very cultured Saudis, mainly writers, but this was the first time I had listened to people working in business and industry, and I was struck by their education and articulacy (whether in Arabic or English) and their dynamism and innovative thinking. At one point I was feeling tired, and uncertain whether I could sit through a particular session; I checked to see who the speakers were, and because they were Saudi I knew it would be worth attending.

Alguns dos mais impressionantes oradores foram da Arábia Saudita, e menciono isso só por causa do estereótipo dos árabe-sauditas que prevalece no Golfo, para não falar do resto do mundo. Tenho encontrado um bom número de árabe-sauditas cultos, principalmente escritores, mas esta foi a primeira vez que eu tinha ouvido a pessoas que trabalham no mundo dos negócios e da indústria, e fiquei impressionado com a educação e articulação (seja em árabe ou inglês), com o dinamismo e pensamento inovador. Em determinado momento eu estava me sentindo cansado, e sem saber se eu conseguiria fazer parte de uma sessão em especial; então verifiquei quem seriam os oradores, e porque eles eram da Arábia Saudita eu soube que seria oportuno participar.

Butterfly está feliz por ter tido a oportunidade de participar:

أنتهى المؤتمر وخرجت بحصيلة من الافكار والمعلومات من خلال ورش العمل والجلسات التي كانت في المجمل هادفة ومميزة اثراها التفاعل المتواصل بين الحضور والمشاركين أثناء الجلسات وبعدها. أستمتعت كثيرا بالجو العام الذي ساده الود والتفاؤل وأستمتعت أكثر بالنقاشات واللقاءات التي جمعتني بنخبة من المثقفين والمفكرين العرب من المغرب ومصر وفلسطين والسودان والذين لم اكن لألتقيهم لولا هذا المؤتمر

A conferência terminou e eu sai ganhando com as idéias e informações das oficinas e sessões, que foram, no seu conjunto, bem orientadas e eficazes em termos de interação e relação entre público e palestrantes, tanto durante quanto depois das sessões. Eu apreciei bastante a atmosfera geral, na qual amizade e otimismo prevaleceram, e gostei ainda mais das discussões e reuniões, que trouxeram-me em contato com a elite de intelectuais árabes e pessoas cultas, do Marrocos, Egito, Palestina, Sudão, a quem eu não teria nunca conhecido se não fosse por esta conferência.

Mas ela se pergunta o que vem na sequência:

الاسئلة المهمة التي تطرح نفسها، هل يكفي أن تنجح مؤتمراتنا العربية؟ وكيف يمكننا ان نقلل الفجوة بين الآمال التي نعقدها على هذه المؤتمرات وبين تنفيذها على ارض الواقع؟

Algumas questões importantes se fazem presentes: Será que basta que conferências árabes sejam bem sucedidas? Como podemos reduzir a distância entre as esperanças de a gente ganha nessas conferências e a sua implementação na prática?

Outras postagens sobre o Fikr 6 que valem a pena serem lidas: um debate sobre uma moeda única para o Golfo e uma entrevista com Kamran Elahian, empresário do ramo de alta tecnologia e filantropo.

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Crédito das fotos: ammaro.com

(texto original de Ayesha Saldanha)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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