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Madagascar: Diáspora e desenvolvimento

A blogosfera Malgaxe estava elétrica com o debate sobre o papel da diáspora no desenvolvimento de mMdagascar. Esse é um tema recorrente na blogosfera malgaxe e nas fundações de pesquisa e desenvolvimento na África em geral. Sipakv escreveu (FR):

“Deja a l’epoque, le role de la diaspora se discutait ferme, et le contenu ne differait guere de ce qui se dit en ce moment, meme si les participants ont change. Il y a toujours les enthousiastes, les cyniques, les indifferents, les Malagasy restes au pays qui refusent carrement a la diaspora tout apport au developpement, au vu de leur absence au pays et de leur ignorance supposee quant aux conditions et aux besoins locaux. Et il y a aussi, ceux qui reprochent a la diaspora, a tort ou a raison, une approche arrogante.”

Naquele tempo, o papel da diáspora foi intensivamente discutido e o conteúdo do que era dito na época não difere muito do que esteja sendo dito hoje, mesmo sabendo que os participantes não são os mesmos. Há sempre os entusiastas, os cínicos, os que permaneceram em casa e se recusaram a aceitar qualquer contribuição da diáspora por causa da ausência e da suposta ignorância deles sobre as condições e necessidades dos nativos. Há também aqueles que culpam a diáspora, de maneira legítima ou não pela sua abordagem arrogante.

madagascar

Muitos blogueiros puseram a mão na massa quando chegou a hora de contribuir concretamente com o desenvolvimento das TICs em Madagascar. A Organização Não-Governamental Foko-madagascar criou um encontro mensal de blogs para promover o jornalismo cidadão em Madagascar e estimular às pessoas a compartilharem suas histórias na web. Outras organizações, tais como Namana Serasera, vem alcançando uma excelente atuação por ajudar a desenvolver TICs nas escolas, entre outras ações dirigidas à sociedade. A iniciativa destas pessoas são fortemente apoiadas pelos blogueiros malgaxes nativos e no estrangeiro. Tipos semelhantes de colaboração entre malgaxes que estão fora do continente vêm abastecendo o Global Voices em malgaxe, que escreveu 178 posts em 2 meses e meio e ganhou um número substancial de leitores, apesar das dificuldades de ser uma das línguas menos faladas no mundo. Mesmo assim, a questão permanece, a diáspora malgaxe está fazendo o suficiente pela sua terra natal? Eis a opinião de 
Vaomiera sobre o papel da diáspora (FR):

“je pense que la diaspora a beaucoup plus de role à jouer en apportant sa competence (dans differents domaines) au sein d’entreprises existantes, en soutenant les nouvelles entreprises, en recherchant des financements, en financant des projets de developpement, […]
La force et la raison d’existence d’une diaspora sont resumées ainsi: “regard” tourné vers le pays”.

Eu acho que a diáspora tem uma função maior a exercer, ao adicionar sua expertise (em diferentes áreas) para as empresas existentes, apoiando as mais novas empresas, buscando fundos, fundos para projetos baseados em desenvolvimento auxiliando as iniciativas locais. […] A força e a razão de ser da diáspora reside no fato de que sua visão é voltada para o seu país de origem.

Thenonrequired relata um depoimento sobre as dificuldades que a diáspora às vezes enfrenta quando chega a hora de voltar pra casa e contribuir (FR):

“Première tentative pour rentrer à Schgeumland. Envoi de CVs. Réaction d’un des DG des entreprises ciblées: “Mais qu’est-ce-qu’il a à rentrer à Madagascar? Il n’y a pas de job ici pour ses compétences. Il ferait mieux de rester où il est…”.Deuxième tentative (4 ans plus tard) pour rentrer à Schgeumland. Envoi d’un CV. Réaction du recruiteur: “Mais il est surdiplômé ! Il est sur-qualifié ! Qu’est-ce-qu’il veut? Il n’y a pas de job pour lui ici.”

Primeira tentativa de voltar a Madagascar. Enviei currículos. Aqui vai a reação do CEO de uma das minhas companhias-alvo: “Por que ele quer voltar para Madagascar? Não há trabalho aqui para esse nível de qualificação. Ele deveria ficar aonde está…segunda tentativa (4 anos depois). Mando currículos. Reação do avaliador: “ele é super-qualificado. O que ele quer? Não há trabalho para ele aqui…”

Rajiosy se pergunta por quê sente que a obrigação de dar um retorno à comunidade é maior na diáspora africana do que em outros lugares (FR):

“Il semblerait que l’obligation de “développer” son pays d’origine ne soit imposée qu’aux ressortissants d’Afrique […]J’aurai tendance à croire que tout malgache ayant fait le choix de vivre ailleurs, travaille en premier lieu à la richesse de son lieu de résidence/pays d’adoption. […]De là à dire qu’il contribue également à la richesse globale des malgaches (du monde entier) par lui-même, par ses enfants, par sa communauté bref par son histoire. C’est le pas que je franchis allègrement…”

Parece que a necessidade de “desenvolver” seu país de origem é só uma incumbência dos africanos. [,,,] Tenderia a acreditar que os malgaxes que optaram por viver fora do país está contribuindo, primeiro e antes de tudo, para a prosperidade do seu país de residência. […] Entretanto, argumento com satisfação de que ele também contribui com a prosperidade geral do malgaxes em todos os lugares, por suas ações, suas crianças, sua comunidade, sua história….

Seja através de conversas ou ações diretas, parece que a blogosfera está aumentando com blogueiros que desejam contribuir com o desenvolvimento de sua terra natal, ou, pelo menos, que querem entender a necessidade de dar um retorno ao país. Aproveitar essa boa vontade foi tema de debate durante um encontro com o fundador do Instituto Ubuntu. Para estimular os blogueiros a continuar a conversação online sobre vários temas, estão planejando um concurso para eleger os melhores blogs malgaxes, que deve ser lançado nas próximas semanas.

Matéria de Lova Rakotomalala.

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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