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Morte de uma Língua: Evolução, Seleção Natural ou Genocídio Cultural?

Nós humanos vivemos em um mundo de apenas 194 países, ou algo próximo disso, mas falamos entre 7000 a 8000 línguas.

Essa diversidade linguística está desaparecendo rapidamente. Segundo uma estimativa, uma língua morre a cada duas semanas.

Há centenas de anos atrás, um bando de países europeus colonizou continentes inteiros e organizou povos antes independentes ou fracamente relacionados entre si em nações-estados, sob uma língua colonial comum. Impérios mais recentes seguiram o exemplo.

E agora a globalização da mídia e tecnologia está apressando a tendência em direção à homogeneidade linguística. Mas isso é realmente causa de alarme?

Kans, um franco-camoronês que bloga no Le Blog du Presi[Fr], escreveu um post respondendo[Fr] a um artigo do Rue 89 sobre o assunto, “Uma língua é extinta a cada quinze dias” (Fr).

De acordo com Collette Grinevald, uma linguista da Universidade de Lion II citada no artigo da Rue 89, 90% das línguas locais desparecerão até o final do século XXI. Apesar das milhares de línguas que existem hoje, 80% do planeta se comunica em apenas 83 línguas. Ao redor do mundo, línguas indígenas estão abrindo caminho para as coloniais.

Comentários dos leitores frances e francófonos daRue 89 (a maioria anônimos) aumentam a discussão, com alguns argumentando que a morte das línguas é inevitável, e de certo modo necessária, em sociedades etnicamente diversas; outros já argumentam que isso significa nada menos do que genocídio cultural.

Linguagem vem sendo háalgum tempo um assunto contestado na França, onde a investida violenta contra o anglicismo e a subida da língua Inglesa ao posto de língua internacional tem causado preocupação em algumas regiões.

Políticas oficiais ajudaram a facilitar a morte de várias línguas regionais em favor de uma comum e nacional. No mundo francófono esse processo está apenas se desdobrando.

Morte de Línguas: evolução, seleção natural ou limpeza étnica?

““C'etait mieux avant…” encore et toujours… c'est fatiguant. J'aime qu'on me parle de l'evolution des choses, pas seulement d'empecher la destruction de ce qui existait… On ne construit plus d'edifices Romans ou Gothiques… Mais on en a garder avec le temps de tres beaux. Le temps a le merite de faire le trie, c'est vrai dans l'art, la culture et la nature…”
““Era melhor antes…” eternamente e para sempre… Estou cansado disso. Eu preferiria que você falasse comigo sobre como as coisas evoluem, ao invés de apenas tentar parar a destruição de algo que uma vez existiu… Não mais construímos edifícios Romanos ou Góticos… Mas os preservamos todo esse tempo por efeitos de beleza. O Tempo tem um jeito de resolver as coisas, isso é verdade na arte, na cultura e na natureza…”

Leitor da Rue 89, Alzaz:
“Peu importe qu'une langue devienne moribonde et disparaisse. C'est de la sélection naturelle, appliquée à la culture. La plus forte l'emporte.”
“Pouco importa que uma língua se torne moribunda e desapareça. É seleção natural, aplicada a cultura. O mais forte vence.”

Leitor da Rue 89, photosieste:

“L'ethnocide est la destruction d'une culture.

C'est comparable à un être vivant qui naît, vit, meurt.
S'il meurt de mort naturel après avoir eu une belle vie, très bien.
Mais si on l'assassine, ou que l'on ne porte pas assistance à personne en danger, c'est autre chose…

C'est pareil pour les langues menacées d'extinction…”

“Genocídio Etnico é a destruição de uma cultura.Você pode comparar com um ser vivo que nasce, vive e morre. Se ele morre de morte natural depois de uma vida longa e bonita, tudo bem.
Mas se o matamos, ou não o ajudamos quando ele está em perigo, então é outra coisa…

É a mesma coisa com línguas em perigo de extinção.”

Outro leitor:

“La mort d'une langue est grave non pas pour ce qu'elle est mais surtout pour ce qu'elle pouvait apporter. Une langue qui disparait emporte avec elle un schème de pensé, une vision du monde qui n'augmente que l'apauvrissement de la culture humaine et de la capacité des hommes à comprendre le monde sui l'entour.”
“O que importa não é a morte da língua em si, mas o que essa morte pode trazer. Quando uma língua desaparece, todo um modo de pensar, uma visão do mundo desaparece com ela, o que apenas irá empobrecer a cultura humana e a capacidade do povo de entender o mundo ao redor.”

Outro leitor:

“Ce n'est qu'un problême d'entropie linguistique. On ne va quand même pas se suicider quand on pense à tout ce qui a disparu depuis 50000 ans en laissant la place à d'autres choses. Vous pensez en conservateur, en accumulateur, bref en capitaliste. Pensez en horloge civilisationnelle, pas à l'échelle d'une vie humaine. Dans 500 ans tout aura encore évolué, et alors ? Au profit de ce que l'époque voudra, et alors ? Il n'y aura peut-être plus un chat sur Terre, et alors ?”

“Isso não é nada mais que um problema de entropia linguística. Não vamos nos suicidar quando pensamos em tudo que já desapareceu nos últimos 50.000 anos para dar lugar a outras coisas. Você pensa como um conservador, um acumulador, em resumo, como um capitalista. Pense em uma escala de tempo de civilizações, não de uma única vida humana. Em 500 anos, tudo terá evoluído, e daí? Para o benefício daquilo que aquela era quer, e daí? Talvez não haverá mais gatos no mundo, e daí?”

Leitor da Rue 89, jean jacques louis:

““… en biologie, la diversité fait la richesse” : oui mais la biologie ne connaît qu’une seule langue vieille de trois milliards d’années et qui est le code ADN car c’est bien une langue avec un alphabet de quatre lettres et des mots de trois lettres.”
““…na biologia, diversidade enriquece”: sim, mas a biologia conhece apenas uma língua, com mais de 3 bilhões de anos, e essa é o código DNA, uma língua com um alfabeto de quatro letras e palavras de três letras.”

Claro que como velhas línguas morrem, novas são criadas:

“…combien de nouvelles langues apparaissent, pour chaque langue qui disparaît ? Il serait intéressant de faire un inventaire des nouvelles langues apparues ces dernières décennies, qui forment à peine des siècles. Les créoles des diverses îles, qui se basent sur l’anglais, le hollandais ou le français, et leurs multiples variantes, ou les diverses évolutions de la Darija en Afrique du nord…Au Maroc par exemple, la Darija, arabe dialectal marocain, est la vraie langue universelle, qui se base sur l’arabe, le français et l’espagnol, mais compte elle-même de multiples variantes suivant les régions, notamment sous l’influence du berbère.”

“…Quantas novas línguas aparecem, para cada uma que desaparece? Seria interessante fazer um inventário das novas línguas que apareceram em décadas recentes, que tenha acabado de se desenvolverem depois de séculos de formação. Os vários creoles das ilhas, que são baseadas em Inglês, Holandês e Francês, e suas muitas variáveis, ou as várias evoluções do Darija, no Norte da África… No Marrocos, por exemplo, Darija, um dialeto árabe marroquino, é a verdadeira língua universal baseada no árabe, francês e espanhol, mas que possue muitas variantes regionais, notavelmente devido a influência do Berbére.”

Kans nos conta que em Camarões, um país com duzentas línguas locais, apenas duas são oficiais: Inglês e Francês. Mas Inglês Pidgin (para os anglófonos) e “Camfranglês” (para os francófonos) são as “duas línguas mais conhecidas e mais divulgadas” e são as preferidas pela maioria da juventude urbana acima das duas línguas oficias e das línguas maternas, locais.

Ele dá um exemplo de camfranglês, uma rica fusão de Inglês, Francês e línguas locais:

“Moi je vous tchat que si on ne lookot pas, meme le camfrang là on va loss all. Mais popo, je mimba que les langues du lage là, francho il faut laisser tomber le way. Sauf si on veut go speak avec les anciens pour know un peu les divers du mboa, mais qui va meme do tous leurs divers là encore? Déjà que le christiannisme les avait bien bolè, il reste meme quoi nooon?! akaa!”

Línguas coloniais, um mal necessário?

Muitos países africanos são os lares de muitos povos e línguas diferentes. Designando um pequeno número de línguas oficiais, às custas de várias línguas indígenas, de acordo com Kans, é muitas vezes uma necessária, se infeliz, medida:

“Mise en cause, la non-officialisation de ces langues. Et donc, anglais, francais, espagnol, portugais, etc. à la barre! Mais comment pouvait-il en être autrement dans des contextes sociaux tels que l'on se retrouve avec autant de langues que d'individus? Il s'impose la necessité de faire un choix, pas toujours heureux pour les langues non-choisies condamnées de facto à la disparition.”

“A causa [das línguas estarem morrendo]? Línguas continuando sendo não-oficiais. E então Inglês, Francês, Espanhol, Português, etc. avancem! Mas de que outra forma poderia ser em contextos onde há o mesmo tanto de línguas quanto há de povos? Se torna uma necessidade fazer uma escolha, nem sempre feliz para as línguas que não são [feitas oficiais] e então condenadas a desaparecer.”

Alain Colbert, um leitor da Rue 89:

“Si un Indien d'Amazonie ne parle pas le portugais, il n'a aucune chance de faire reconnaître ses droits de citoyen à part entière du Brésil, face aux riches et aux pauvres venus, du reste de ce pays, détruire son environnement et qui parlent cette langue, maternelle pour eux.”

“Se um índio da Amazônia não fala Português, ele não tem nenhuma chance de aprender seus direitos como cidadão do Brasil, em face aos ricos e aos pobres, que vêm do resto do país e destroem seu meio ambiente, e que falam Português como língua nativa.”

Kans acha que novas tecnologias contribuem significativamente para a homogenização da linguagem, em particular a preferência global pelo Inglês:

“…les langues “primaires” (selon l'expression consacrée), sont aussi peut-être victime du transfert de technologie. Où comment une langue se dope de barbarismes imposés par une autre porteuse de science. Je vois à ce titre nos société africaines qui n'ont inventé ni l'avion, ni la voiture, ni les ordinateurs; y a qu'à voir les noms donnés ou adoptés pour lesdits objets pour comprendre. Et c'est la meme comparaison pour le francais vis-à-vis de l'anglais, avec des mots tels que “car”, “wagon”, “PC”, etc. Et de voir l'acharnement d'auto-proclamés défenseurs de la langue francaise, je me demande si ce n'est pas simplement peine perdue, mais bel idéalisme quand même!”

“…línguas “primitivas” (como diz a expressão) também são vítimas prováveis da transferência tecnológica. Testemunhe como uma língua é injetada com barbarismos impostos de outra que traz a ciência. Vejo [na manchete deste artigo] nossas sociedades africanas que não inventaram o avião, ou o carro, ou o computador: é só olhar para os nomes dados ou adotados para os objetos mencionados acima para entender. É o mesmo com Francês e Inglês com palavras como “car,” “wagon,” “PC,” etc. E ao ver as proclamações trêmulas dos defensores da língua francesa, imagino se não é uma causa perdida, por mais bela e idealista que ela seja!”

Em um comentário, um dos leitores de Kans, Keo, faz uma objeção à caracterização das línguas como primitivas ou evoluídas:

“…objection, avec O majsucule!

Je suis d'avis qu'il n'y a ni langues primaires, ni langues développées, mais plutôt des langues négligées et des langues privilégiées…Parce que quand on parle de langues primaires, c'est comme si elles ne pouvaient jamais se développer, alors que si on les privilegiait, eh bien elles se déveloperaient comme toute les autres.”

“…Objeção, com um O maiúsculo!Sou da opinião de que não existe línguas primitivas ou evoluídas, mas sim negligenciadas e favorecidas… porque quando falamos de línguas primitivas, é como se elas nunca pudessem se desenvolver, mas se dessemos a elas uma posição privilegiada, elas se desenvolveriam como todas as outras.”

Como seria um mundo de poucas línguas?

“Que deviendrait le monde si tous ses habitants parlaient la même langue ? Pourrait-on espérer que les humains, se comprenant mieux entre eux, s’entendraient mieux, et, par exemple, se feraient moins la guerre ? Certes pas, l’histoire le montre, qui a toujours vu, et voit des guerres, y compris entre « colocuteurs ».”

“O que viraria o mundo se todos os seus habitantes falassem a mesma língua? Poderíamos esperar que os humanos, por serem capazes de se comunicarem melhor, entenderiam uns aos outros melhor, e por exemplo, haveria menos guerra? Certamente que não, como mostra a História, nós sempre vimos, e vemos, guerras até mesmo entre aqueles que falam a mesma língua.”

“Vive la mondialisation ! Extinction de 25% de la vie et des espèces vivantes au niveau mondial, extinction des langues vivantes, pollution, extension de la pauvreté généralisée. Elle est pas belle la vie ?”

“Viva a globalização! Extinção de 25% da vida e das espécies de seres vivos em nível global, extinção de línguas vivas, poluição, extensão da pobreza generalizada. A vida não é linda?”

Sobre preservação cultural

O leitor da Rue 89, gemrien, referindo-se a França, escreve que línguas podem morrer mas elas são dificilmente esquecidas:

“Les langues sont un patrimoine, aux même titre que les monuments historiques, mais aimerions nous vivre dans des chateaux forts ou dans des huttes ?

Notre devoir est de conserver un patrimoine pour le transmettre à nos enfants pour savoir qui ils sont et d'où ils viennent, mais est ce pour autant qu'il faudrait utiliser courament le patois de chaque région.”
“Línguas são a herança [de um povo], do mesmo modo que um monumento histórico o é, mas nós ainda iríamos querer viver em castelos ou cabanas?Devemos conservar nossa herança para que ela possa ser transmitida aos nossos filhos para que eles saibam de onde vieram, mas isso quer dizer que devemos usar fluentemente o dialeto de cada região?”

O problema desse argumento, como um leitor francófono da Rue 89 aponta, é queem outras partes do mundo, nem toda língua que está morrendo deixará monumentos de sua existência:

“Pour prendre un cas que je connais bien, celui de l'Afrique, il faut savoir que moins de 10% – et je suis large – des 1000 langues du continent (estimation généralement acceptée) sont correctement décrites. Seule une infime minorité de ces langues sont écrites (pour les autres, il faut se contenter du boulot des évangélistes). On estime que d'ici la fin du siècle seules 10% des langues actuelles auront survécu. Pour nombre d'autres, il ne nous restera qu'une traduction du Nouveau Testament: génial!

Comprenez-vous l'urgence? Même des langues parlées par plusieurs millions de personnes sont en danger: c'est le cas du gikuyu, au Kenya, par exemple. Et encore, il s'agît d'un pays relativement stable politiquement. Mais allez travailler en RDC ou sur les mines anti-personnel du Mozambique!

Personnellement, pour reprendre votre métaphore, je ne tiens pas vraiment à vivre dans un château. En revanche, je tiens à pouvoir le visiter si j'en ai envie, et à ce que certains aient la possibilité de travailler sur son architecture, par exemple. Sur tous les continents, des châteaux disparaîssent. Sans laisser la moindre trace. Sans fossile.”
“Para falar de um caso que eu conheço bem, África, você tem que entender que menos de 10% – e eu estou sendo generoso – das 1000 línguas do continente (a estimativa mais aceita) é propriamente documentada. Apenas uma pequena minoria dessas línguas são escritas (quanto as outras, temos que ficar felizes com o trabalho dos evangelistas) . Foi estimado que entre agora e o final do século, apenas 10% das línguas existentes terão sobrevivido. Para a maioria das outras, restará apenas uma tradução do Novo Testamento: ótimo! Entendem a urgência? Até mesmo línguas faladas por milhões de pessoas estão em risco: esse é o caso do gikuyu, no Quênia, por exemplo. E mais, isso é em um país que é relativamente estável politicamente. Imagine trabalhar no DRC ou nas minas terrestres no Moçambique!

Pessoalmente, para usar sua metáfora, eu não gostaria de morar em um castelo. Mas por outro lado, eu sempre posso visitar um se eu quiser, e outros têm a possibilidade de estudar sua arquitetura, por exemplo. Em todos os continentes, castelos estão desaparecendo. Sem deixarem rastros. Sem deixarem fósseis.
Tem havido um movimento crescente dentro da França para preservar línguas regionais depois de muitos anos de negligência. Entretanto a preocupação francesa em relação à sobrevivência de línguas como o Bretão e o Corso aparentemente não se extende às línguas que correm perigo em regiões francesas ultramarinas.”

Leitor da Rue 89, Sylvius:

“la guyane est une region francaise au meme titre que la bretagne – 6 langues amazoniennes (sur la quinzaine de langues locales parlees dans cette region )mais les amerindiens sont isoles peu nombreux et non belliqueux…n'y a t il pas egalite et fraternite dans la doctrine francaise?pardon ca ne doit pas etre vrai pour les departements et territoires d'outre mer ! alors si on vt preserver les langues especes coutumes et peuples , pourquoi laisser tomber les ultra marins”
“A Guiana Francesa é uma região da França no mesmo sentido em que a Britânia é [com] 6 línguas amazônicas (em adição a cerca de 50 línguas locais faladas nessa região) pois os Ameríndios estão isolados, poucos e pacíficos… existe alguma irmandade na doutrina francesa?…se vamos preservar tipos de línguas, costumes, e povos, por que esquecer as [regiões ultramarinas]”

Um leitor anônimo concorda:

“C'est vrai. Mais il se trouve que l'histoire…a fait que quelques langues “amazoniennes” doivent également être considérées comme minoritaires et menacées en France : les langues amérindiennes parlées en Guyane française, passablement oubliées elles aussi. Le basque (qui a une presse, des médias audio-visuels, une édition, un enseignement de la maternelle à l'Université…) à côté pourrait faire figure de langue dominante…”
“É verdade: que a História fez com que algumas línguas “Amazônicas” devam ser igualmente consideradas como línguas minoritárias em risco na França: as línguas Ameríndias faladas na Guiana Francesa, também são razoavelmente esquecidas. Basco (que tem imprensa, mídia audio-visual, uma casa de publicação, é ensinada nas universidades) deveria ser considerada uma língua dominante em comparação…”

Madagascar: Um ataque à língua Malagasi?

Na França, políticas governamentais promovendo o Francês como língua oficial fez a maior parte dos estragos às línguas regionais há muito tempo atrás, fazendo do debate mais abstrato.

O autor do Global Voices Mialy Andriamananjara escreve como em Madagascar, assim como no resto da África, políticas estão sendo feitas podendo, a longo prazo, pôr em risco a saúde das línguas não-Européias.

O Governo Malagasi decidiu que não vai mais divulgar apresentações oficiais ou disseminar artigos oficiais em nenhum jornal que circular no mínimo 10.000 unidades por dia, e que não publique em no mínimo duas das três línguas oficiais (Malagasi, Francês, Inglês).

Jentilisa vê nessa política uma oportunidade perdida do Governo Malagasi apoiar os jornais em Malagasi[Mg], e pior, uma intenção declarada do Governo em eliminar a língua Malagasi.

“Dia ny fanjakana eritreretina mba hanampy ireo gazety teny malagasy ireo indray ity no vao maika mampivoitra izany fomba fisainana manao valalan’amboa ny teny malagasy izany. Nantenaina hanery ny hafa aza izy mba ho ny gazety mpiteny malagasy ihany no amoahana izay tian’ny fanjakana avoaka izay, zavatra aloa vola manko izany mba ho fanohanana ilay teny malagasy, nefa dia nivandravandra fotsiny aho sisa. Farafaharatsiny mba ho ohatra halain’ny rehetra tahaka nefa dia nanara-driandrano tahaka ny deba rehetra ihany.”
“O governo que se esperava apoiar esses jornais em Malagasi está agora reenforçando essa mentalidade de ostracizar a língua Malagasi, tratando-a como uma enteada. Esperava-se que eles forçassem a publicação de apresentações oficiais e ofertas em jornais somente em Malagasi, pois essas propagandas oficiais financiaria o apoio a língua Malagasi, mas apenas fiquei estarrecido. Ao menos haveria um exemplo a ser seguido, mas agora eles estão apenas seguindo a corrente.”

Rajiosy[Fr], um novo blogueiro Malagasi, está menos pessimista.

“Dia hoy aho hoe : tsy mila tsotsofina akory anie ny teny malagasy fa “velona sy mahery” arak’ilay hiram-piangonana iny e. Ny isan’ny mpiteny azy andavan’andro fotsiny dia ampy haha-mafy aina azy : 17 tapitrisa mahery be izao tsy manana eritreritra ny hiova fiteny ! Ho anay mipetraka aty an-dafin-dranomasina aloha dia mahatsapa tsara izahay rehefa sendra tody any an-tanindrazana iny fa miaina ny teny malagasy.

Koa aza dia kivy ambony ihany rey olona : ny mpitondra fanjakana mbamin’ny didim-panjakana mandalo ihany fa ny fiteny malagasy mbola ho lava velona !”

“Digo: a língua Malagasi não precisa de ajuda, porque está “viva e forte” como alguns hinos protestantes diriam. O número de falantes é o suficiente para fortalecê-la : 17 milhões de pessoas que não têm nenhuma intenção de trocar de língua! Aqueles de nós que moramos longe sentimos quando voltamos para casa que a língua Malagasi está viva.

Por isso, não se desesperem pessoal: líderes governamentais e leis passam enquanto a língua Malagasi vive muito!”

(Texto original de Jennifer Brea)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

 

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