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Irã: Discurso de Ahmadinejad na Universidade de Columbia

A palestra do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadineajd, na Universidade de Columbia em Nova York, e as críticas e palavras ásperas do reitor da universidade Lee C. Bollinger durante a introdução ao evento na segunda-feira 24 de setembro se tornou um assunto quente na imprensa ao redor do mundo. Vários blogueiros iranianos e americanos reagiram ao incidente. NikAhang Kosar, um cartonista de destaque e blogueiro, publicou [fa] várias tiras sobre o assunto.

Dave Burdick a alguns poucos outros estudantes na Universidade de Columbia lançaram um blogue chamado “Ahmadinejad at Columbia” para agregar a cobertura sobre o evento. Foram publicadas no blogue várias fotos de protestantes em demonstrações contra a visita de Ahmadinejad a Columbia.

“Não há homossexuais no Irã”

No blogue Ahmadinejad at Columbia lemos:

“some students believed that by visiting Columbia, the Holocaust denier only gained airtime, and not additional supporters of his questionable views. According to Jackson Nurmi, a biomedicine student, Ahmadinejad would have “come out clean” and “been able to manipulate, kind of, the general liberal views of a lot of the people on campus” had he avoided his denial of homosexuals in Iran and of the Holocaust. Others focused on the Iranian leader's ability to answer evasively. “He squirted a lot of the questions, but he did what every politician does so I don’t have less or more respect [for him] than I would for Bush or Cheney,” said Mehmet Bozatli, a twenty-nine-year-old student from Turkey. As revealed during today’s forum, the president of Iran believes that there are no gay people in his country. “In Iran, we don’t have homosexuals like in your country,” he said, eliciting both laughter and gasps from the audience.”

“Alguns estudantes acreditaram que ao visitar Columbia, aquele que nega o holocausto apenas ganhou os holofotes, e não mais apoiadores de suas opiniões questionáveis. De acordo com Jackson Nurmi, um estudante de ciências biomédicas, Ahmadinejad teria “aberto o jogo” e “tido a habilidade de manipular, tipo, as opiniões liberais de muitas das pessoas no campus” se ele tivesse evitado a negação de homossexuais no Irã e o holocausto. Outros se concentraram na habilidade do líder iraniano de responder evasivamente. “Ele enrolou em um monte de perguntas, mas ele fez o que todo político faz, portanto eu não tenho menos ou mais respeito [por ele] do que teria por Bush ou Cheney,” disse Mehmet Bozatli, um estudante de 29 anos da Turquia. Como revelado durante o debate de hoje, o presidente do Irã acredita que não existe gay em seu país. “No Irã, nós não temos homossexuais, como em seu país” disse ele, arrancando tanto risadas quanto suspiros da audiência.

Iranian Truth diz que Ahmadinejad aparentemente não assistiu ao especial da CBC chamado Inside Iran’s Secret Gay World [en] (Dentro do Mundo Secreto Gay do Irã).

Sem liberdade de expressão para a gente

Karim Orghandehpour, blogueiro e jornalista, diz [fa] que a imprensa do governo lançou uma campanha publicitária sobre a oportunidade dada a Ahmadinejad de falar em uma das mais famosas universidades do mundo, e eles defenderam o direito à liberdade de expressão. O bogueiro pergunta porque alguns acadêmicos iranianos não têm direitos similares no Irã. Ele também pergunta porque algumas organizações têm o direito de publicar jornais negado.

View from Iran escreve [en]:

“he promised yesterday to invite professors and students at Columbia to Iran to say whatever they want to say. Why doesn't he make that same offer to Iranian professors and students? Hearing him talking about lack of democracy and human rights in the west is just another way of avoiding the realities in Iran. Mr. President, Iranians are dying for basic human rights and for basic democracy.”

“Ele prometeu ontem que convidaria professores e estudantes da Columbia a virem ao Irã para falar sobre o que eles quiserem. Por que ele não faz essa mesma oferta aos professores e estudantes iranianos? Ouvir ele falar sobre falta de democracia e direitos humanos no ocidente é apenas mais uma forma de evitar a realidade no Irã. Senhor Presidente, os iranianos estão dando tudo para ter direitos humanos básicos e uma democracia básica.”

Vencedores e perdedores

Ataloha Mahejerani, um ex-ministro da reforma, criticou [fa] os comentários de Lee Bollinger sobre Ahmadinejad e disse que se surpreendeu ao ouvir o reitor da Columbia chamar o presidente iraniano de um ditador cruel e mesquinho. Chamando as palavras de Bolliger de insultos, o ex-ministro acrescenta que Deus quis com esse debate dar uma nova oportunidade ao Irã, e que os perdedores foram Israel e o reitor da Columbia.

Contrário à Mohajerani, Jomhour diz [fa] que o povo iraniano é o principal perdedor nas mãos da política de Ahmadnejad. O blogueiro pergunta a Mohajerani quantos americanos ele acha que acreditam nas reivindicações de Ahmadinejad, acrescentando que o povo iraniano acredita que ele mente em nível patológico. Jomhour diz que quando Mohajerani fala sobre direitos da mulher, deveríamos lembrar das sentenças de prisão impostas a ativistas do sexo feminino, e que quando ele menciona valores acadêmicos, deveríamos lembrar dos estudantes sendo torturados no Irã.

“EUA pode virar amigo”

Harfeh Hesab diz [fa] o ponto mais importante da mensagem de Ahmadinejad aos EUA é essa: a América pode se tornar um grande amigo do Irã”. O blogueiro acrescenta que o “presidente iraniano foi indagado se o Irã está pronto para negociar com os EUA e quais são as expectativas. Ele respondeu que achava que os EUA poderiam se tornar um grande amigo do Irã”. Harfeh Hesab escreve que essa foi a mensagem mais positiva enviada pelo Irã aos Estados Unidos até agora.

Clérigo irado

Um estudante de teologia de Madresyeh Ma escreveu [fa] uma carta aberta a Ahmadinejad e criticou o seu discurso na Columbia. O blogueiro diz ao presidente iraniano que ele pode pensar que foi bem-sucedido em Columbia, mas que sua presença deu uma oportunidade para que o reitor da Universidade de Columbia o insultasse, o que é um insulto a todos os iranianos. Ele acusa Ahmadinejad de colocar a sua pauta política acima do respeito à sua nação. O blogueiro acrescenta que, ao contrário do discurso de Ahmadinejad, não há distinção entre o governo dos EUA e o seu povo.

(texto original de Hamid Tehrami)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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