Está vendo todos esses idiomas acima? Nós traduzimos os artigos do Global Voices para tornar a mídia cidadã acessível para várias partes do mundo.

Saiba mais sobre Tradução do projeto Língua  »

Tunísia, Egito, China e Tailândia: Liberdade de expressão

Neste artigo:

O site de compartilhamento de vídeos Dailymotion, da França, foi novamente bloqueado na Tunísia.

O blogueiro egípcio Abdel Monem Mahmoud, que foi solto em junho de 2007, está enfrentando ameaça de prisão.

Na China as pessoas que usam a China Telecom estão impossibilitadas de acessar os feeds do FeedBurner.

E a Tailândia suspendeu a proibição ao YouTube, mas Veoh e MetaCafe ainda estão bloqueados.

Dailymotion na Tunísia bloqueado-desbloqueado-bloqueado novamente

Dailymotion in Tunisia blocked-unblocked-blocked again
A mensagem de erro “404″ falsa recebida ao se tentar acessar o Dailymotion.

O Dailymotion, site de compartilhamento de vídeos da França semelhante ao YouTube, foi bloqueado novamente na Tunísia. Ainda não está claro se a ATI (Agence Tunisienne d’Internet) – órgão controlado pelo governo através do qual todos os provedores de acesso à internet da Tunísia operam – está por trás da proibição.

A partir de 1º de abril de 2007, o Dailymotion ficou bloqueado na Tunísia por quase uma semana. O diretor de pesquisa técnica do Citizen Lab, Nart Villeneuve, que está acompanhando o caso [en], concluiu que é mais provável que o Dailymotion tenha sido bloqueado porque foi classificado pelo SmartFilter – software de filtragem produzido pela Secure Computing, empresa com sede nos Estados Unidos, e usada pela Tunísia – como “pornografia”: “Ele foi bloqueado porque o SmartFilter classificou o site como pornografia, e uma vez que a Tunísia bloqueia essa categoria , o site foi bloqueado. Em algum momento, entre 4 de abril de 2007 e 9 de abril de 2007, o SmartFilter removeu o dailymotion.com da categoria pornografia.”

Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenaram o bloqueio do acesso ao Dailymotion imposto pelas autoridades da Tunísia. “O bloqueio do site www.dailymotion.com pode ter sido motivado pela postagem de alguns vídeos sobre a situação política na Tunísia” a organização disse em declaração emitida em 3 de abril de 2007.

Em 6 de abril de 2007, em seguida à proibição do Dailymotion, blogueiros e ativistas tunisianos lançaram a campanha “Desbloqueiem o Dailymotion” “para dar destaque à proibição injusta e chamar a atenção do público para a agressiva censura em vigor no país.

small logo gold

Assista ao vídeo Internet Predators no artigo original.

Blogueiro egípcio Monem ameaçado novamente
Clique aqui para assistir ao vídeo Silenciando Monem?

O blogueiro e jornalista egípcio Abdel Monem Mahmoud, solto em junho de 2007 depois de ficar detido por 46 dias na prisão Tora no sul do Cairo, está “enfrentando ameaça de detenção [novamente]. Tanto devido à limpeza promovida pelo governo para retirar de cena ativistas políticos, como por ter publicado relatos sobre tortura,” Nora Younis escreveu.

Num post de blogue publicado recentemente, Monem escreveu que o oficial Atef el-Hosseiny, que o torturou durante 13 dias na sede do serviço de segurança na cidade de Nasr em 2003, juntamente com Ahmed Moussa, jornalista do al-Ahram que tem ligação com os serviços de segurança, estão orquestrando uma campanha contra ele e organizando sua detenção.

Segundo Monem, o jornalista do al-Ahram publicou informações obtidas de relatórios policiais, aparentemente escritas por el-Hosseiny. O jornalista está acusando o blogueiro Monem de ser um agente da Irmandade Muçulmana para se infiltrar no jornal independente al-Dostour. Monem está também sendo acusado de publicar informações falsas e de usar câmeras de vídeo digitais e de celulares na sua campanha contra a tortura.

Em 16 de agosto de 2007, Monem publicou um vídeo muito chocante de Mohamed Mamdouh, um menino de 12 anos que morreu em conseqüência de tortura sofrida na delegacia de polícia da cidade de Al Mansoura, onde ele ficou detido por ter roubado dois pacotes de chá de uma loja local.

China Telecom bloqueia feeds RSS do FeedBurner

Feedburner Blocked
Tela com a página de bloqueio do FeedBurner via williamlong.info

Relatou-se que as pessoas que usam a China Telecom estão impossibilitadas de acessar os feeds do FeedBurner. O FeedBurner, que foi comprado pelo Google em junho de 2007, é o maior provedor de feeds RSS, provendo centenas de milhares de feeds para blogues, podcasts e notícias. (27 de agosto de 2007: O Feedburner está alimentando 535.003 divulgadores que gravaram 913.490 feeds).

Moon-Blog, que da China fez um traceroute [rastreio de rota] para verificar o bloqueio, descobriu que o traceroute falhou no nível de backbone da China, bloqueado pelo endereço IP 202.97.33.110. “Esse endereço IP é de um dos principais roteadores da China Telecom. Isso confirma que o bloqueio de IPs do Greate FireWall funciona” ele disse, acrescentando que “o Feedburner provê conteúdo de inúmeros sites. Ele poderia transportar informações que as autoridades chinesas não aprovam. Então elas tentam bloquear”.

tracert Feedburner
Trace Route do FeedBurner feito por Moon-Blog

Isso vai além de bloquear serviços de blogue como TypePad e é importante observar. Isso pode ser um sinal de problemas maiores para o RSS na China”, escreveu Steve Rubel, o autor de Micro Persuasion.

O RSS e agregadores de notícias como FeedBurner, Google Reader e Bloglines permitem a usuários da Internet assinar e ver conteúdos de fontes especificadas. Em países que adotam filtragem na internet, os agregadores RSS estão sendo usados para contornar os filtros e acessar o conteúdo de sites bloqueados.

Tailândia: Proibição contra YouTube suspensa; Veoh e MetaCafe bloqueados

O Ministério da Tecnologia da Informação e das Comunicações da Tailândia suspendeu a proibição imposta ao YouTube.com, Bangkok Pundit [en] relatou recentemente.

Segundo The Nation [en], o governo tailandês suspendeu a proibição contra o YouTube após a realização de um acordo entre o site de compartilhamento de vídeos e autoridades tailandesas.

O YouTube “concordou em bloquear qualquer videoclipe considerado ofensivo ao povo Tailandês ou que viole a legislação tailandesa”. O YouTube, que é de propriedade do Google, foi bloqueado em 4 de abril de 2007, após ter publicado em seu site material contendo críticas ao venerado monarca do país, o rei Bhumibol Adulyadej. O ministro da Tecnologia da Informação e das Comuniçações da Tailândia, Dr Sitthichai Pookaiyaudom, declarou à Southeast Asian Press Alliance (SEAPA) [en]:”Quando eles decidirem retirar o clipe, nós retiraremos o bloqueio”.

Entretanto, dois sites de compartilhamento de vídeos semelhantes ao Youtube, Veoh e Metacafe foram bloqueados, segundo Asia Sentinel [en]:

“Veoh, um site semelhante ao YouTube, foi bloqueado anteriormente este mês depois que um usuário postou um vídeo indecente, supostamente da família real tailandesa. O ministro da Tecnologia da Informação e das Comunicações Sitthichai Pookaiyaudom afirmou que o YouTube seria desbloqueado assim que os provedores de internet da Tailândia instalassem mecanismos que permitam às autoridades bloquear URLs [localizador uniforme de recursos] específicos em vez de bloquear sites inteiros. Isso deveria ter acontecido há um mês, mas ainda hoje os visitantes lêem a seguinte mensagem em tailandês quando clicam no YouTube, Veoh ou Metacafe: “Desculpe, TOT [empresa de telecomunicações da Tailândia] como organização da Tailândia, confiscou a conexão deste site devido a certos conteúdos, mensagens e imagens impróprias que causaram enorme impacto no coração do povo Tailandês”.

(texto original de Sami Ben Gharbia)

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

Inicie uma conversa

Colaboradores, favor realizar Entrar »

Por uma boa conversa...

  • Por favor, trate as outras pessoas com respeito. Trate como deseja ser tratado. Comentários que contenham mensagens de ódio, linguagem inadequada ou ataques pessoais não serão aprovados. Seja razoável.