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Síria: Como os exilados podem ajudar?

O tópico deste mês do fórum do Creative Syria [en] foi exclusivamente dedicado à comunidade de exilados sírios.
“Que papel os exilados podem ter na construção de uma Síria melhor? Você está satisfeito com a legislação do governo para exilados? Você está satisfeito com o desempenho da ministra do governo sírio Dra. Buthayna Shaaban?” eram as perguntas a ser respondidas.
A comunidade de exilados da Síria, embora dispersa, tem quase 16 milhões de pessoas, com uma porcentagem muito grande de pessoas com alto grau de instrução. Isso torna o tema mais relevante do que nunca, uma vez que as contribuições dessas pessoas podem ajudar a acelerar mudanças sociais e econômicas e a reconstruir o país.

Abu Kareem do Levantine Dreamhouse[en], médico residente em Nova York, onde ele próprio está exilado há muitos anos, escreveu uma crítica muito interessante sobre os esforços que o governo vem fazendo para atrair “o dinheiro dos exilados e não os próprios exilados”.

“But perhaps the single most important thing that the Ministry of Expatriate affairs can do for all expatriates is to facilitate their ability to visit or return to their homeland. It is preposterous that I can visit just about any country in the world with more ease than I can the country of my birth. The recent amendment of the military service law was not helpful and needs to be radically overhauled.”

“Mas talvez a coisa mais importante que o Ministério dos Expatriados pode fazer por todos os exilados, é facilitar sua visita ou retorno à terra natal. É um absurdo que seja mais fácil visitar quase qualquer país do mundo do que o país em que nasci. A recente emenda da lei do serviço militar não ajudou e precisa ser radicalmente alterada.”

Naji Arwashan, consul geral honorário da Síria em Detroit, estado do Michigan, e também exilado há muito tempo, apresentou a idéia de criar uma newsletter on-line para ser enviada para toda a comunidade de exilados sírios, comunicando assuntos de seu interesse e ajudando a promover o seu país, a Síria.

“I would suggest here to the Ministry of Expatriates to commission to an NGO the task of starting an electronic newsletter dedicated to the affairs and news of the expatriates. The Ministry should put a big effort distributing such newsletter to all Syrian expatriates in the world (with the definite understanding that unsubscribing can be done by a click of a mouse). This certainly requires also an effort from our diplomatic missions to build and share their email lists. The newsletter would focus solely on expatriate’s news and would be a forum to address their questions and concerns, and also to explain new legislatives of interest to them.”

“Eu sugeriria aqui ao Ministério dos Expatriados, que encarregasse uma ONG de criar uma newsletter eletrônica dedicada a assuntos relativos aos exilados e a notícias sobre eles. O ministério deveria fazer um grande esforço para distribuir essa newsletter para todos os exilados sírios do mundo (deixando claro que é possível cancelar a assinatura com um clique de mouse). Isso certamente requer também um esforço de nossas missões diplomáticas para criar e compartilhar suas listas de e-mail. A newsletter iria enfocar exclusivamente notícias sobre exilados e seria um fórum para tratar de suas questões e interesses, e também para explicar novas legislações de seu interesse.”

Naim Nazha, também médico e residente nos Estados Unidos, relacionou alguns exemplos de muitas coisas que os exilados podem fazer pelo seu país sem muito esforço.

“It is difficult to mention all the things that the Syrian immigrants can do for Syria. The first simple thing they can do is to be good examples to people in their adoptive countries, I mean to have a good reputation and be proud to declare their Syrian background when asked, our positions and reputation in our new countries reflect on Syria and how the public view it.”

“É difícil mencionar todas as coisas que os imigrantes sírios podem fazer pela Síria. A primeira coisa simples que eles podem fazer, é ser um bom exemplo para as pessoas em seu país adotivo, o que eu quero dizer é ter uma boa reputação e ter orgulho de declarar sua origem síria quando alguém perguntar; nosso comportamento e reputação em nosso novo país se refletem na Síria e em como as pessoas a vêem.”

E finalmente, Camille Alexandre Otrakji, também exilada há muito tempo, e fundadora do Creative Syria [en] e MidEast Image [en], parece muito otimista sobre o futuro retorno de muitas pessoas bem sucedidas à Síria – até mesmo notando uma tendência nisso ultimamente.

“Things changed. Now it seems that those who want to go back to Syria are not entirely made of the ones who gave up on making it in Montreal. Some highly successful individuals are seriously planning to examine their future prospects in Syria during their next summer visit.”

“As coisas mudaram. Agora parece que não são só as pessoas que desistiram de obter sucesso em Montreal que querem retornar à Síria. Algumas pessoas muito bem sucedidas estão seriamente planejando examinar suas possibilidades futuras na Síria durante sua próxima visita de verão.”

(texto original de Yazan Badran)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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