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Jamaica e Ilhas Cayman: Após o Furacão Dean

Os moradores da Jamaica e das ilhas Cayman passaram o último fim de semana se preparando para a chegada do furacão Dean [EN]. O primeiro furacão da temporada de 2007 passou pelas Pequenas Antilhas na sexta-feira, 17 de agosto, causando danos à infra-estrutura e plantações de Santa Lúcia, Martinica e Dominica, antes de seguir em direção ao noroeste através do mar do Caribe, e ia ao que tudo indicava, direto para a Jamaica. A maioria dos blogueiros jamaicanos estava provavelmente ocupada cobrindo suas casas com tábuas, comprando suprimentos de emergência, e relembrando com preocupação a destruição catastrófica deixada pelo furacão Gilbert em 1988, mas alguns poucos encontraram tempo para postar relatos on-line.

Yamfoot viajou de avião de volta à Jamaica no sábado, vindo de Granada, a tempo de ajudar a sua família com os preparativos (ela também conseguiu passar no cabeleireiro, porque “ninguém sabe como será na segunda-feira”).

“A friend called me from Grenada tonight. He asked me if I was crazy to have left Grenada to come here, knowing Big Dean was approaching. He wasn’t the only one…. They don’t understand the concept that for me, it’s better to be with my family, knowing what is happening with them, than me being safe far away.”

“Um amigo me telefonou de Granada esta noite. Ele me perguntou se eu estava maluca por ter saído de Granada para vir para cá, sabendo que o Grande Dean estava se aproximando. Ele não foi o único… Eles não entendem que para mim é melhor estar com a minha família, sabendo o que está acontecendo com eles, do que estar a salvo, longe.”

Ao meio-dia de sábado, o Moving Back to Jamaica informou que o céu de Kingston estava limpo e azul: “tempo perfeito para praia”. Mas:

“Flights are filled with people escaping what winds, rains and destruction that is heading this way.

We are fully expecting to lose power, internet, phones and water and that roads will be closed until they are cleared of debris, and until the inevitable looting stops.”

“Os vôos estão cheios com gente fugindo dos ventos, chuvas e da destruição que está a caminho.

Estamos prevendo que vamos ficar sem energia, internet, telefone e água e que as ruas vão ficar bloqueadas até que sejam limpas e que os inevitáveis saques terminem.”

No domingo de manhã, quando o furacão Dean se aproximava da ilha, o Moving Back escreveu que um toque de recolher de 48 horas estava em vigor em Kingston e ele esperava ficar sem energia logo, pois as autoridades tinham planejado desativar a rede elétrica como medida de precaução. “Então vocês podem ficar sem notícias desta parte do mundo em poucos minutos, por talvez algum tempo”. Nem todos os blogueiros puderam permanecer em casa na passagem do furacão. Stunner’s Afflictions foi escalado para trabalhar na “equipe furacão” do seu empregador.

“I guess some of us have to make sure vital services like communication remains up during such a critical time. I would rather not be at work and at home to somehow protect my property… or at least feel like I am… somehow!”

“Eu acho que alguns de nós têm de garantir o funcionamento de serviços essenciais, como comunicação, durante esse período crítico. Eu preferia não ter de ficar no trabalho, mas ficar em casa, para de alguma maneira proteger minha propriedade… ou ao menos sentir que estou protegendo… de alguma maneira!”

E o funcionário da USAID (Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos), Robert Birkenes, permaneceu em seu escritório em New Kingston. Ele postou uma séries de fotos tiradas da janela de seu escritório, que mostram palmeiras sendo sacudidas pelo vento, anúncios arrancados de prédios e voando pelo ar, e um corajoso homem de pé na rua, no meio da tempestade.

Enquanto isso, nas ilhas Cayman (a noroeste da Jamaica e a próxima região habitada na rota do Dean), o jamaicano Mad Bull descreveu seus próprios preparativos — “Acho que estamos muito bem, considerando tudo” — e disse que conseguiu embarcar o seu filho num vôo para fora da ilha em cima da hora.

“Suppose you see people at the airport! It was mad, it was sick! And then all the flights were delayed for hours, and check in took FOREVER!”

“Quanta gente no aeroporto! Estava uma loucura! E todos os vôos estavam com atrasos de horas, e o check in demorou uma ETERNIDADE!”

No fim, tanto a Jamaica como as ilhas Cayman foram poupadas de um impacto direto, uma vez que o furacão Dean margeou o sul dos dois países, e os estragos, embora significativos, não foram tão severos quanto a maioria das pessoas temia. Bye Bye Dean, Stunner’s Afflictions alegremente disse esta manhã, relatando que seu bairro em Kingston ainda tinha água corrente. Bonita Jamaica postou um conjunto de fotos no Flickr que mostram árvores caídas e telhados arrancados em algumas áreas da cidade. Charlene Collins postou imagens de um poste de iluminação caído na Constant Spring Road, moradores de Kingston limpando a sujeira, e os guindastes gigantes no porto de Kingston “ainda de pé. As fotos do furacão Dean de Don Giovanni no Flickr incluem imagens dramáticas de um telhado de zinco envolvendo um poste de iluminação em Meadowbrook e de um pequeno deslizamento de terra num bairro residencial na montanha. E de Grand Cayman, DocJelly enviou fotos tiradas após a passagem do furacão que mostram o céu cinzento e o mar revolto, mas poucos estragos aparentes.

Mas o pior do Dean talvez ainda esteja por vir. Ao chegar à costa do estado mexicano de Quintana Roo amanhã, está previsto que o furacão tenha adquirido força suficiente para ser classificado como um furacão de categoria cinco.

(texto original de Nicholas Laughlin)

 

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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