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Bolívia: Desejos e alívios do Dia da Independência

O dia 6 de agosto marcou o aniversário de 182 anos da Independência da República da Bolívia. A ocasião foi marcada com os atos civis e festividades de sempre. Blogueiros desejaram feliz aniversário ao país deles, mas outros desejaram algo maior. Também foi o momento de refletir sobre a esperança que eles têm para o país, com alguns reconhecendo que existiram alguns solavancos no caminho.

Miguel Esquirol do El Forastero [ES] escreve:

“182 años no son mucho para construir un país, pero es bueno poder decir que la gente es boliviana porque lo ha decidido y lucha para conseguir la Bolivia que desea, y aunque esto a veces traiga problemas, a veces sentirse parte del país es suficiente.”

“182 anos não são muito para se construir um país, mas é bom poder dizer que o povo é boliviano porque se foi decidido e lutado para conseguir a Bolívia que se deseja, e mesmo que às vezes isso traga problemas, às vezes se sentir parte de um país é suficiente”

Andres Pucci, um blogueiro de Santa Cruz, tem quase sempre sentido uma discriminação [En] e lamenta alguns comentários em postagens anteriores no blogue.

“Bolivia hoy cumple 182 años de vida independiente, 182 año con mas bajos que altos, Canada tiene 76 años de independencia con mas altos que bajos, las comparaciones son odiosas, de acuerdo, pero, ¿por qué estamos asi? repito, por la actitud, la actitud de mirar hacia atras, criticar la colonización (que no existió, fue conquista), criticando al que tiene apellido “extranjero” a pesar de tener padre y madre bolivianos, abuelos nacidos y criados en provincia, tatarabuelos que donaron bienes a su pueblo y antepasados que murieron por la independencia de este país”

“A Bolívia comemora hoje 182 anos de vida independente. 182 anos com mais baixos que altos. O Canadá tem 76 anos de independência com mais altos que baixos, as comparações são odiosas, concordo, mas por que estamos assim? Repito, por causa da atitude, a atitude de olhar para trás, criticar a colonização (que não existiu, foi uma conquista), criticando todos que têm um sobrenome “estrangeiro” mesmo que tenham pai e mãe bolivianos, avós nascidos e criados nas províncias, tataravós que doaram bens ao seu povo e antepassados que morreram pela independência desse país”

Alguns blogueiros como Carlos Hugo Molina do Agora [ES] pinta uma imagem da Bolivia que ele deseja ver.

“El MAS deberá aceptar, una vez más, que ofreció lo que sabía no podía cumplir. Al hacerlo, estará demostrando madurez política y sentido de realidad.

La derecha deberá aceptar que fracasó en los modelos de estados que propuso, y que no queremos volver al país de las transas, los latifundios, el cuoteo del 60/40 y la corrupción.”

“O MAS (partido político do Governo) deveria, mais uma vez, aceitar que ofereceu o que sabia que não podia cumprir. Ao fazê-lo estará demonstrando maturidade política e um senso de realidade.

A direita deverá aceitar que fracassou nos modelos de estado que propôs, e que não queremos voltar ao país das transações, dos latifúndios, das quotas de 60/40 e da corrupção”

Os blogueiros anônimos do Morir Antes Que Esclavos Vivir [ES] continuam:

“Por un país sin marchas ni bloqueos, que respeta y asume su diversidad y multiculturalidad y que más allá del credo, cultura y color de la piel acoje a cada uno de sus habitantes.

Por un país sin odios, ni rencores, que no busca revanchismo ni venganza con enemigos imaginarios y que se maneja en la línea del respeto y la tolerancia.”

“Por um país sem marchas ou bloqueios que respeita e assume a sua diversidade e multiculturalismo e que abarca indiscriminadamente o credo, a cultura e a cor da pele de cada um de seus habitantes.

Por um país sem ódios ou rancores, que não vai em busca de revanches nem vingança a inimigos imaginários e que se mantém na linha de respeito e tolerância”

Finalmente, um desfile da independência em Santa Cruz, onde atuaram grupos indígenas de fora da cidade tinha a previsão de trazer conflito. No entanto o jornalista José Andrés Sánchez do El Pais de las Maravillas [ES] ficou aliviado e escreveu:

“Muchos de ellos flameaban la bandera y a cada paso exhibían un civismo pocas veces visto. Debo reconocer que me emocioné como pocas veces frente a un televisor. Me sentí no solo maravillado sino orgulloso de que esta demostración de apertura y unidad se de en mi ciudad. Debo reconocer que me agradó mucho ver a Evo Morales y García Linera al lado de Rubén Costas y Percy Fernández. Los cuatro aplaudían y sonreían. Debo reconocer (aunque a algunos no les guste) que me gusta la paz y no la tensión del conflicto”

“Muitos deles sacudiram a bandeira e a cada passo demonstraram um civismo poucas vezes visto. Devo reconhecer que me emocionei como poucas vezes na frente de uma televisão. Não apenas me senti maravilhado, mas com orgulho de que essa demonstração de abertura e unanimidade se deu na minha cidade. Devo reconhecer que me agradou muito ver Evo Morales e Garcia Linera (vice-presidente da Bolívia) ao lado de Ruben Costas (governador de Santa Cruz) e Percy Fernandez (prefeito de Santa Cruz). Os quatro aplaudiam e sorriam. Devo reconhecer (mesmo que alguns não gostem) que eu gosto de paz, e não de da tensão do conflito”

(texto original de Eduardo Avila)

 

Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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