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Marrocos: Censura é manchete mais uma vez

Marrocos circulou nas manchetes com uma certa frequência no ano passado por questões relacionadas à liberdade de expressão. Em dezembro, ocorreu a proibição da revista Nichane, a única do Marrocos em darija (dialeto marroquino), Aboubakr Jamai foi praticamente forçado a deixar o país para salvar sua revista, Le Journal, de uma multa bem gorda, o mês de maio viu o Marrocos sendo incluído na lista do Backsliders, do Comitê de Proteção ao Jornalista, de países onde a liberdade de expressão tem se deteriorado mais em anos recentes, e agora, por cima de tudo isso, um novo caso surge.

Eatbees [En] escreveu uma postagem extremamente abrangente, detalhando os mais recentes eventos que se sucederam após o discurso à nação feito Rei Mohammed VI, feito no dia 30 de julho, Throne Day [En] (Dia do Trono):

“Following the speech, journalist Ahmed Reda Benchemsi wrote a provocative response that was printed in Nichane. The offending issue was confiscated by the authorities as soon as it reached the stands, but not before a few people got hold of copies. Nichane’s French-language sister publication TelQuel was also seized, before it had even left the presses. No one seems to know whether TelQuel contained a French translation of the same piece (I think this is likely) or something just as offensive to the sensitivities of the Moroccan state.”

“Após o discurso, o jornalista Ahmed Reda Benchemsi escreveu uma resposta provocativa que foi impressa em Nichane. A edição considerada ofensiva foi confiscada pelas autoridades assim que chegou as bancas, mas antes disso algumas pessoas conseguiram colocar as mãos na cópia. A publicação-irmã da Nichane em língua francesa, TelQuel também foi confiscada, antes ainda de ir ao prelo. Ninguém parece saber se TelQuel continha uma tradução em francês do mesmo texto (o que eu acho que seria possível) ou algo igualmente ofensivo a sensibilidade do estado marroquino”

A história, que também saiu na Reuters [En], foi também comentada por Laila Lalami em seu blogue:

“It’s really disheartening to have to write yet another post, about yet another problem in the Moroccan press, but it seems the wheels of censorship never stop.”

“É muito desalentador ter que escrever mais uma postagem, sobre mais um problema na imprensa marroquina, mas parece que as esteiras da censura nunca cessam”

O blogueiro do Francophone, Larbi [Fr] também teve muito o que dizer sobre a situação:

“Entendons-nous, ces journaux , ces journalistes et ces personnalités sont dans leur droit de louer et bénir le Souverain. En démocratie il faut accepter les idées des autres . J’irais même jusqu’à exprimer l’idée que tout n’est pas faux dans ce florilège des éloges. Mais que fait-on dans le Maroc d’aujourd’hui quand on est pas convaincu par le discours du Souverain ou quand on est pas d’accord avec ses propos ? Soyons honnêtes: Il n’existe pas un seul dirigeant politique au Monde, pas un seul chef d’Etat pas un seul être humain qui requiert l’unanimité des avis favorables. Ça serait dans l’ordre du miracle et du surhumain! A fortiori quand il s’agit d’un Chef d’Etat on peut ne pas être d’accord avec ses discours. C’est ce qui fait la différence entre un régime autoritaire et un autre en transition…”

“Vamos deixar claro, essas publicações, esses jornalistas e essas personalidades estão dentro do direito deles de elogiar e venerar o Soberano. Em uma democracia, nós devemos aceitar as idéias dos outros. Eu até vou mais longe em dizer que nem tudo nessa chuva de elogios é falso. Mas o que alguém faria no Marrocos hoje se esse alguém não acreditasse no discurso do Soberano e não concorda com suas propostas? Vamos ser honestos. Não existe uma única liderança política, nem um chefe de estado, nem mesmo um ser humano que que receba críticas unanimamente favoráveis. Seria um super ser-humano milagroso. Quando se trata de um chefe de estado, é possível se discordar do discurso. É essa toda a diferença entre um estado autoritário e um em transição…”

Adel do Netdur’s Public Log, [En] que digitalizou e publicou o artigo considerado ofensivo, teve a dizer:

“King respect!? actually such as crap makes me respect me king less and more angry… here page scanned, small but still readable… enjoy it”

“Respeito ao rei? Na verdade, uma merda dessas me faz respeitar o rei ainda menos e me deixa com mais raiva… aqui está a página digitalizada, pequena, mas ainda pode ser lida… Divirtam-se”


Lastly, GHASBOUBA [En] resumiu seu sentimento, dizendo:

“For Many moroccan this is a shame. What was in the magazines that deserves seizure. What did Nichane say. why Nichane? Well it is probably the only magazine of its kind that can be read and understood by many Moroccans. At least those who can read Arabic.. many city dwellers. From different social classes. Other Magazines in French, Classical Arabic , German, Spanish etc are foreign to the majority of Moroccans and “ we do not know how to read those”. They also are expensive. And you do not want to give half of your daily salary for a magazine.
Moroccans still remember the hot days of USFP, and the long glowing hot speeches of Fath Alla Oualalou criticizing the government and crossing the red lines. Now he is sitting in an air-conditioning big office with the other guys giving orders about and shutting down people. very disappointing to many of us who would like to see a Marrocos where issues of freedom of speech in the folds of the past.”

“Para muitos marroquinos, isso é uma vergonha. O que tinha de mais nessa revista para ela merecer confiscação? O que Nichane disse? Porque Nichane? Bom, é provavelmente a única revista do tipo que pode ser lida e entendida por muitos marroquinos. Pelo menos aqueles que podem ler arábico… muitos moradores das cidades. De diferentes classes sociais. As outras revistas em francês, árabe clássico, alemão, espanhol etc são estranhas para a maioria dos marroquinos, e “a gente não sabe como ler as mesmas”. Elas também são caras. E você não quer usar metade do seu salário do dia para comprar uma revista.
Os marroquinos ainda se lembram dos dias explosivos USFP (União Socialista das Forças Populares), e os longos e inflamados discursos de Fath Alla Oualalou criticando o governo e atravessando sinais vermelhos. Agora ele está sentado num grande escritório com ar-condicionado com os outros caras, dando ordens para trancafiar as pessoas. Muito decepcionante para muitos de nós que gostariam de ver um Marrocos onde questões de liberdade de expressão seriam algo dos livros de história”.

(texto original de Jillian York)

 

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

 

19 comentários

  • meireles

    O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

    Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 09 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

    Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
    Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
    Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
    Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
    Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
    A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
    Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
    Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
    Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
    De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

    Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz e esposa Maria Eugénia Cruz , Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos e esposa Maria Judith dos Santos e Maria da Conceição Boavida que em conjunto com a esposa do Dr Hugo José Azancot de Menezes a Maria de La Salette Guerra de Menezes criam o primeiro núcleo da OMA ( fundada a organização das mulheres angolanas ) sendo cinco as fundadoras da OMA ( Ruth Lara ,Maria de La Salete Guerra de Menezes ,Maria da Conceição Boavida ( esposa do Dr Américo Boavida), Maria Judith dos Santos (esposa de um dos fundadores do M.P.L.A Dr Eduardo dos Santos) ,Helena Trovoada (esposa de Miguel Trovoada antigo presidente de São Tomé e Príncipe).
    A Maria De La Salette como militante participa em diversas actividades da OMA e em sua casa aloja a Diolinda Rodrigues de Almeida e Matias Rodrigues Miguéis .

    Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
    Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
    De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
    Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

    A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldville ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

    Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
    Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters e a esposa tornando-se locutora da rádio GHANA para emissões em língua portuguesa.

    Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

    Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
    Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

    Em 1966´é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

    Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.
    Em 1967 Dr Hugo José Azancot parte com esposa para a república popular do Congo – Dolisie onde ambos leccionam no Internato de 4 de Fevereiro e dão apoio aos guerrilheiros das bases em especial á Base Augusto Ngangula ,trabalhando paralelamente para o estado Congolês para poder custear as despesas familhares para que seu esposo tivesse uma disponibilidade total no M.P.L.A sem qualquer remuneração.

    Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

    Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

    Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

    Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
    Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

    Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

    Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

    Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
    Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

    A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.

  • Brenda

    por favor alguem pode traduzir o livro “A day to remember” ou pelo menos me indicar um site para que eu posso traduzir…
    obrigado….

  • Conakry, le 31/8/ 1959

    Nº———-/BP

    LE BUREAU POLITIQUE DU PARTI DEMOCRATIQUE

    DE GUINEE à
    – CONAKRY-

    Aux responsable de MAC ( Portuguais ) Conakry.

    Chers camarades

    Nous vous accusons réception de votre lettre s/ Nº ——— du 31-8-59 relative á la creation d`un bureau, a la subvention etc……………………………………………..

    Cette affaire sera examinée au cours de la plus prochaine réunion du Bureau Politique du P.D.G. dont la decision vous sera comuniquée immediatement./.

    Fraternellement

    Le Secretaire Permanent

    Parti Democratique de Guinée—-Bueau Politique

    Mara Diomba

    Député

    ( carta pertencente ao espolio de um dos fundadores do M.P.L.A. ,Dr Hugo José Azancot de Menezes).

  • CONACRY ,Le 31 Aut 1959

    Au Bureau Politique du Parti Democratique Guinéen

    La lute pour la liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les portugais, aux dépens d´ une censure sévère et d ´une menteuse campagne d´auto – propagande.
    Mais les massacres méthodiquement organisés n´ont pas été capables de nous d´etourner de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des africains dans la bataille anti- colonialiste.
    Le mouvement ANTI- COLONIALISTE (MAC) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination portugaises- de L´Angola , du Mozambique , de la Guinée , de L´Archipel de Cap Vert , des Îles de S. Thomé et Principe.
    L´objectif suprême du Mac c´est l´independence et la rehabilitation de 11millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
    Le Mac veut démasquer, devant les Africain, et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont été victimes les peuples africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires africains dominés par le Portugal et tout l´abject Systemme colonial Portuguais.
    Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independence.
    Le Mac estime trouver l´appui de tous les mouvement africains qui s´engagent dans la lutte anti- colonialiste.
    En saluant le Parti Democratique Guinéen, le Mouvement Anti Colonialiste s´adresse à son Bureau Politique , dans l´espoir de voir bien aceptées les proposition qui lui sont formulées:

    1- Qu´ils soit accordé au Mac la creation d´un bureau dans la Republique de Guinée.

    2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du Mac qui en auront besoin.
    3- Qu´il leur soit concedé le passeport Ginéen.
    4- Qu´il soit permis au Mac l´utilization de la radio de la Republique de la Guinée.
    5- Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la liberation.
    6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée, de ceux qui proviennent des territoires dominés par le Portugal.
    7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d´incomber au gouvernement Portugais le massacre de 30 Africains, en Bissao, et que soient immediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.

    Pour le Mouvement Anti Colonialiste

    Hugo de Menezes

  • MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE,23 DE DEZEMBRO DE1965
    DE ANGOLA
    M.P.L.A.
    TÉL. 49-15
    B.P. 2353
    HUGO DE MENEZES
    P.O.BOX1633
    BRAZZAVILLE ACCRA-GHANA

    RÉPUBLIQUE DU CONGO
    ——————–
    DEPARTAMENTO DE : PRESIDÊNCIA

    Caro camarada ,

    Informamos que é necessário enviar novamente fotografias e todos os elementos
    de identificação para o título de viagem.
    Aproveitamos a oportunidade para
    Desejar bom Ano Novo.

    Saudações revolucionárias.

    Vitoria ou morte

    Pelo Comité Director

    Agostinho Neto
    – Presidente –

    A Força Do M.P.L.A. ,RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A..- 3 a 10 de janeiro de 1964)

    LA FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIENS QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L`INTERIEUR DU PAYS
    ( conférence des cadres du M.P.L.A.- 3 au 10 janvier 1964)

  • MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO BRAZZAVILLE, 3 DE DEZEMBRODE1964
    DE ANGOLA Mr. Dr. Hugo de Menezes
    M.P.L.A. P. O..BOX 1633
    ACCRA- GHANA
    B.P. 2353
    BRAZZAVILLE

    RÉPUBLIQUE DU CONGO
    ——————-

    Departamento de : RELAÇÕES EXTERIORES
    Ref. 1397/44/64

    Caro compatriota,

    Junto remetemos os documentos relativos a comissão dos três e do comité dos 9, encarregada de reexaminar o problema do nacionalismo Angolano na última conferência de chefe de Estados Africanos da O.U.A.
    O RAPPORT da Comissão dos três , sendo confidencial não deverá ser divulgado. Enviamo-lo á título informativo pessoal,,permitindo – o a ter uma ideia exacta.

    Saudações Revolucionárias

    Pelo Comité Director

    Agostinho Neto

    Presidente

    A FORÇA DO M.P.L.A, RESIDE NO APOIO QUE LHE CONCEDEM AS CAMADAS POPULARES NO INTERIOR DO PAIS ( Conferência de quadros do M.P.L.A,- 3 a 10 de janeiro de 1964).

    FORCE DU M.P.L.A. RESIDE DANS LE SOUTIEN QUE LUI ACCORDENT LES MASSES POPULAIRES DANS L ´INTERIEUR DU PAYS ( Conférence des cadres du M.P.L.A, – 3 au 10 janvier 1964)

  • Your Ref: GMH/ CR 200 GOWER STREET
    OUR Ref: MWKC /JP/ N / 7a LONDON N W 1

    Mr. G. M. HOUSER,
    American Committee on Africa,
    4 West 40th Street,
    New York 18, N.Y.,
    U.S.A.

    Dear Mr. Houser,

    Thank you very much for your letter of the 17th June, 1959.

    Our Angola friend about whom Ms. Mboya talked with you when you met in America, is Dr Hugo Menezes who comes from Portuguese Angola, and we have been trying to send him to one of the Independent African countries so that he can be free to express himself. His present adress is as above,and we shall be grateful if you can give him all the assistance possible.

    We are particulary glad to note that you are trying very hard to bring the Portuguese question before the United Nations. Dr Hugo Will be Very useful in this respect and i hope you will not hesitate to write to him.

    Looking forward to hearing from you in the near future.

    With best wishes,

    Yours Sincerely,

    M. W. KANYAMA CHIUME

    Publicity secretary
    Nyasaland African Congress

  • Your Ref: GMH/ Cr
    Our Ref: MWKC/ JP/ N/7a

    Mr. G . M. HOUSER,
    AMERICAN COMMITTEE ON AFRICA,
    4 WEST 40TH STREET,
    NEW YORK 18, N.Y.,
    U.S.A.

    Dear Mr. Houser,
    Thank you very much for your letter of the 17th june, 1959.

    Our Angola friend about Whom Mr. Mboya talked with you
    When you met in America, is Dr HUGO MENEZES who
    Comes from portugese Angola, and we have been trying to
    one of the independent African countries so that he can be
    free to express himself.´His present adress is as above, and we
    Shall be grateful if you can give him all the assistance possible.
    We are particularly glad to note that you are trying very hard to
    bring the portugese question before the United Nations.
    Dr Hugo will be very useful in thisrespect and i hope you will
    not hesitate to write to him.
    Looking forward to hearing from you in the near future.

    With best wishes,
    Yours sincerely,

    M. W. KANYAMA CHIUME
    PUBLICITY SECRETARY
    NYASALAND AFRICAN
    CONGRESS

  • GHANA BROADCASTING CORPORATION

    Broadcasting house, P.O. ´BOX 1633
    Accra, Ghana 19th November ,1962

    MY Ref . Nº DOB.295/120

    Sir,

    I have the honour to offer you new terms of engagement on Programme Contract in the Portuguese section of RADIO GHANA with effect from today.

    Duration of Engagement: – The engagement will be for a period of two years in the first instance but will be subject to renewal at the end of that time if you wish it and , if your work has been satisfactory.

    The engagement can be terminated by two months notice being given by either side or alternatively – on Radio Ghana´S side – by the payment of two months salary in lieu of notice.

    Salary: – Your salary will be £100 a month and will be subject to Ghanaian Income Tax and Compulsory Savings both of which will be deducted at source. The compulsory Savings is returnable.

    Accommodation: – Hard furnished accommodation – bungalow or self – contained flat will be available at Accra. The rent will be £90 per year.

    Leave : On completion of year` service you will be eligible for 36 days paid leave.

    Free Medical Attention : While on this engagement in Ghana you will be eligible to receive free medical and dental treatment.

    Duties : – Your duties will be to work as a producer and Announcer / Translator in the Portuguese Section of Radio Ghana assisting in edit: translating and announcing news bulletins, commentaries and programmes in Portuguese, in writing, preparing and producing material suitable for inclusion in these programmes; and for any assistance that may be requied of you for the general programme output in Portuguese or in English.
    You will be expected to work full time for Radio Ghana during outside activities such as commercial work or writing for the Press can be undertaken only with the permission of the Director.

    I have the honour to be,
    Sir,
    Your obedient Servant,

    (W.F. Coleman)
    Director of Broadcasting

    Dr. Hugo de Menezes,
    Portuguese Section,
    Broadcasting House,
    Accra.

  • CONAKRY, le 31 aut 1959

    Au Bureau politique du parti Democratique Guinéen

    La lutte pour la Liberation de notre peuple a été combattue par la repression la plus barbare et jalousement cachée et dissimulée par les Portuguais, aux dépans d´une censure sévère et menteuse campagne d`auto- propagande.
    Mais les masscres méthodiquement organisés n`ont pas été capables de nous détournér de notre objectif ou de diminuer la foi et la toujours croissante participation des Africains dans la bataille anti- colonialiste.
    Le Mouvemet Anti- Colonialiste (Mac) est une organization de lutte et de revendication de tous les peuples africains sous domination Portuguaise – de l´Angola, du Mozambique, dela Guinée, de ´L´Archipel de Cap Vert, des Îles de S. Thomé et Principe.

    L`objectif suprême du Mac c´est l´independance et la rehabilitation de 11 millions d´Africains d´une Afrique de 2 millions de kilomètres carrées.
    Le Mac veut démasquer, devant les Africains , et les autres peuples épris de justice, les assassinats en masse dont ont été victimes les peuples Africains, le regime esclavagiste, le regime de travail forcé en vigueur dans les territoires Africains dominés par le Portugal et tout l´abject systéme colonial Portuguais.

    Le Mac appuiera tous les mouvement africains que se dirigent vers l´independance.
    Le Mac estime trouver l`appui de tous les mouvement africains qui s`engagent dans la lutte anti – colonialiste.

    En saluant le parti Democratique Ginéen, le mouvement Anti colonialiste s´adresse á son Bureau politique, dans l´espoir de voir bien acptées les propositions qui lui sont formulées:

    1- Qu`il soit accordé au MAC la creation d`un bureau dans la Republique de Guinée.

    2- Que soit concedé asile, dans la Republique de Guinée, aux membres du MAC qui en auront besoin.

    3- Qu´il leur soit concedé le passeport Guinéen.

    4- Qu´il soit permis au MAC l´utilization de la Radio de la Republique de la Guinée.

    5 – Qu´il soit accordé , au Mac, un prêt, remboursable après la libération.
    6- Que soient controlées les activités, dans la Republique de Guinée de ceux qui proviennent des territoires dominés par Portugal.

    7- Que des mesures urgentes soient prises dans le but d`incomber au gouvernement Portuguais le massacre de 30 Africains , en Bissao , et que soient imediatement liberés les 250 Africains arrêtés en Guinée dite Portuguaise.

    Pour le Mouvement Anti Colonialiste

    Hugo de Menezes

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