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E.U.A. Preocupados com as ligações da Armênia com o Irã

“O Irã está planejando investimentos massivos nas economias da Geórgia e da Armênia. Estamos falando de um bilhão de dólares para Tbilissi e uma oferta parecida para Yerevan. Para se ter uma idéia: o volume total de investimentos da Rússia na Geórgia em 2006 não ultrapassou 30 milhões de dólares, enquanto a Armênia, depois de acordos firmados por Vladimir Putin irá totalizar 1,5 bilhões de dólares. Caso este plano de expansão de capital entre em ação, o Irã irá se tornar o mais influente ator na região[i.e. Sul do Cáucaso]” escreveu Kornelik Glas[RU] depois dos relatos sobre a preocupação norte-americana sobre os laços energéticos da Armênia com o Irã.

Um respeitado diplomata americano expressou suas preocupações de que o aprofundamento das relações econômicas da Armênia com o vizinho Irã pode ir contra as sanções internacionais impostas sobre Teerã por causa de sua controversa política nuclear. Elaborando sobre esta declaração, Armenia Blog[EN] escreve:

“Iran has always been our neighbor and if the U.S. wants greater support for its actions, perhaps it can only be warranted by further aid to Armenia to help offset the natural losses that would occur by turning against our friend. Then again, should a conflict arise in the future, Russia and Iran are Armenia’s two true allies and the United States could not be counted upon, in my opinion, to help matters in our favor.”

“O Irã sempre foi nosso vizinho, e se os Estados Unidos querem um maior apoio às suas ações, talvez isso só possa ser garantido se eles oferecerem uma maior ajuda para que a Armênia possa lidar com as perdas naturais que podem advir se nos voltarmos contra nosso amigo. E, mais do que isso, se acontecer um conflito no futuro, a Rússia e o Irã são os dois únicos verdadeiros aliados da Armênia e, em minha opinião, não poderíamos contar com os Estados Unidos para nos ajudar.”

O mundo é plano, reitera Nazarian ecoando o conceito de Thomas Friedman e procurando um lugar para a Armênia no mundo globalizado.

“I am still unsure of Armenia’s role and contribution to the global economy. It’s a tiny market. Yerevan is a small city of 1 million people; there are dime a dozen of such cities around the world. Add to that the middle class is a small segment of the population that can afford a lifestyle of a Western citizen, and you see why a foreign corporation may not be interested to have an official presence in Armenia let alone have manufacturing operations.”

“Eu ainda estou incerto da contribuição da Armênia para a economia global. É um mercado minúsculo. Yerevan é uma pequena cidade de um milhão de pessoas; existem inúmeras cidades como ela pelo mundo afora. Adicione a isso que a classe média é um pequeno segmento da população que pode pagar pelo estilo de vida de um cidadão ocidental, e você entenderá por quê uma corporação estrangeira pode não estar interessada em ter uma presença oficial na Armênia, e muito menos construir fábricas no país.”

Notes from Hairenik[EN] está ainda mais preocupado com a economia da Armênia apesar da constante taxa de crescimento observada — apresentando uma média real de crescimento do Produto Interno Bruto da ordem de mais de 10% desde o final dos anos 90 segundo a edição de 19 de junho do ArmeniaLiberty.org sobre as afirmações do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD) sobre a observação a longo prazo da moeda nacional da Armênia (Dram) e as terríveis consequências que isso poderá ter na economia cedo ou tarde:

“I have concluded, although I do not claim to be an economist by any means, that Armenia’s economy is dollar based and probably always has been. Even though dram is being exchanged on the street people still think in dollars and even quote figures keeping the US currency in mind. In the meantime, money I suppose will keep pouring in from foreign remittances but it won’t circulate here. The continued shortage of dollars on the market is a clear indication that something is dreadfully wrong somewhere. And I would not be surprised if Armenia sees a depression in its “booming” economy in the short-term, God forbid. In fact I am expecting it.”

“Eu concluí, embora não afirme ser um economista de modo algum, que a economia da Armênia é e provavelmente sempre foi baseada no dólar. Mesmo que os drams estejam sendo usados nas ruas, as pessoas ainda pensam em termos do dolar e até utilizam esta moeda como padrão de comparação. Neste meio tempo, acho que o dinheiro das remessas estrangeiras vai continuar jorrando mas não irá circular aqui. A continuada falta de dólares no mercado é uma indicação clara de que algo está terrivelmente errado em algum lugar. E eu não vou ficar surpreso se a Armênia assistir uma depressão em sua “crescente” economia muito em breve. Deus me perdoe. Eu estou, de fato, esperando isso.”

Nem todos os blogueiros armênios estão pessimistas, contudo. Levon, que acabou de chegar à Armênia depois de alguns anos de ausência, está profundamente impressionado desde sua chegada com as rápidas mudanças ocorridas no aeroporto bem como no centro da capital Yerevan.

Narjan republicou extratos do artigo da Reuters sobre a “minúscula Armênia” ser a líder mundial em veículos movidos a gás natural.

Bem, mesmo em um país minúsculo as pessoas querem viver bem. E com todas estas pressões internacionais sobre a Armênia, quando todos os grandões, incluindo os EUA, Rússia, União Européia e Irã começam a ter interesse demais em reforçar sua influência sobre esta localização altamente estratégica, tudo que podemos fazer é recostar e assistir nosso país sendo jogado de um lado para o outro… ou será que há alguma coisa que possamos fazer?

(Texto original de Artur Papyan)

 

“O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.”

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