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Madagáscar: blogueiros malgaxes na França criticam política de imigração de Sarkozys

A plataforma de governo com a qual Nicolas Sarkozy venceu as eleições francesas propõe a criação de um Ministério da Imigração e Identidade Nacional. Imigrantes que vivem na France por muito tempo terão que passar por um processo para provar envolvimento com a França para obter permissão de permanecer no país como cidadãos residentes. Este conjunto de medidas criou entre os blogueiros malgaxes na França uma discussão recheada de desapontamento e um pouco de sarcasmo. Tattum escreveu um post ilustrando o que estas novas medidas significam para ela. O que trouxe novas opiniões nos comentários de outros blogueiros.

Candidate pour une immigration choisie?

J’ai achevé les études que je suis venue faire, unique période de ma vie où j’ai bénéficié des allocations françaises, pour le logement. Hmm… Comme la grande majorité des étudiants, je présume. Je n’ai pas à rougir de mon entrée dans la vie active à la française, m’étant même mieux sortie que des amis de promotion bien français, de souche s’il fallait incongrûment le préciser. Bâti un réseau professionnel honorable du côté du Sud-Ouest de la France, rencontré des personnes formidables qui vous jugent sur vos valeurs et compétences, s’est vu proposer trois CDI en quatre ans….

Mais s’il fallait remplir un dossier de candidature pour justifier cela, je ne me ferais pas chier pour un sou ne m’embêterais pas, ne me donnerais pas la peine, ne daignerais pas, ne me plierais pas en 4, ni en 2. Rien en-deça de la fierté. Parce que lorsque le vent tourne et change de cap, je ne me place jamais en contre-sens.

 

Candidato para uma imigração seletiva?

Eu completei os estudos que vim fazer, o único período da minha vida em que eu me beneficiei das permissões francesas para moradia. Hmm… Como a maioria dos estudantes, eu imagino. Eu não me envergonharei de minha entrada no mundo profissional francês. Eu fiz até melhor que alguns de meus colegas franceses, se eu tivesse que fazer essa comparação incongruente. Eu construí uma rede de trabalho respeitável no sudoeste da França, conheci pessoas formidáveis que julgam por seus valores e competência, e tive três ofertas de trabalho em quatro anos, …

Mas se agora é necessário preencher um formulário de candidato [para o status de imigrante] para justificar isso, eu simplesmente não vou me incomodar, não vou me deixar abater, não vou condescender, não vou me curvar, ainda há algum orgulho e eu não vou bater o pé. Porque quando o vento trocar e mudanças acontecerem, eu não estarei em contra-senso.

Nos comentários: Lutinewink diz que se sente um pouco excluída pelas novas leis:

Oui, on peut dire que je me sens hyper visée par ce probable futur ministère de l’immigration et de l’identité nationale…L’ironie étant que j’avais justement réuni toutes les pièces nécessaires à une demande de naturalisation. Autour de moi, beaucoup de personnes, notamment les collègues de “job” ont été surprises d’apprendre que je n’avais pas la nationalité française tellement ils me pensaient “intégrée” sans doute

Sim, pode-se dizer que nos sentimos atingidos por este futuro Ministério da Imigração e Identidade Nacional … a ironia é que eu recentemente enviei minha aplicação para obter a cidadania. As pessoas a minha volta, em particular meus colegas de trabalho, se surpreenderam que eu não tivesse a nacionalidade francesa. Eles achavam que eu estivesse completamente “integrada”

Vola sista diz que entende a política do novo presidente:

Pourtant aujourd’hui on y repensant bien, à Mada, si je devais être présidente, j’appliquerai (ou presque) les mêmes lois que celles pensées là bas en métrople à propos de l’immigration!”Ceux qui n’aiment pas Mada, dégage!

Hoje, pensando bem, se eu fosse o presidente de Madagáscar, eu aplicaria (quase) as mesmas leis que foram criadas na metrópole com respeito à imigração! “Mada(gáscar) ame-a ou deixe-a!

Nivo sublinha a questão sobre a intenção das novas leis. Ela diz que o aspecto humano é depreciado e o critério para a naturalização é muito subjetivo.

Concernant l’immigration choisie, il est clair que je désapprouve ce qu’il propose, non pas en tant qu’étrangère vivant en France, mais en tant que personne respectueuse des dignités humaines et du libre arbitre et du choix concernant la direction que chacun veut donner à son existence

Et puis, comment réellement apprécier la “qualité”, l”amour”, l’”engagement” d’un individu envers un pays étranger ? Je ne pense pas qu’il y ait de critères assez objectifs pour nous permettre d’être juges… C’est bien dommage. Ca aurait arranger tellement de choses….

A respeito da imigração seletiva, é claro que eu desaprovo o que foi proposto, não como uma estrangeira vivendo na França, mas como alguém que respeita a dignidade humana e o livre-arbítrio. Alguém que respeita a liberdade de escolha de acordo com a direção que cada um quer dar à própria existência. Além disso, como alguém pode avaliar “qualidade,” “amor” ou “envolvimento” [os critérios sugeridos para a naturalização] que um indivíduo tenha com um país estrangeiro? Eu não acredito que esses critérios sejam objetivos o suficiente para que possamos julgar.…É uma pena. Isto faria as coisas muito mais fáceis …

Rotsaka aponta para a misteriosa semelhança entre o autoritarismo crescente na França e em Madagáscar.

Sylvain Urfer vient d etre expulé, sans raison comme cela selon le bon vouloir de l Etat malgache, 30 ans de vie rayées d un trait sans explication, le mépris supreme. Pas le premier apres Peguy de RFI et le gars des Nouvelles de Mada mais un embleme. Il a tellement fait pour Anosibe, il est maintenant non grata.

Parce que je ne veux pas qu en France l arbitraire prenne le pouvoir, je preferais Sego, sans passion… Parce que je supporte pas l idee que des malgaches installés en France puisse se sentir méprisés ou rejetés aussi.

Sylvain Urfer [um padre católico francês que realizou trabalhos de caridade em Madagáscar por décadas] foi expulso sem razão alguma exceto pelo capricho do governo malgaxe. Trinta anos de uma vida riscados sem nenhuma explicação, um caso de máximo desprezo. Não é o primeiro, depois de Peguy de RFI e o cara de “the Nouvelles”, mas é um grande símbolo. Ele fez tanto por Anosibe, e agora é persona non grata. Porque eu não quero uma França autoritária a ganhar poder, eu prefiro Sego, mas sem muita paixão … Porque eu não consigo suportar a idéia de que malgaxes na França sintam-se depreciados ou rejeitados.

Sipakv é divertido sobre as políticas dos EUA e da França juntando o fato de que o presidente norte-americano foi o primeiro a dar as boas-vindas ao novo presidente francês .

Non pas que j’eus un doute sur le visage -et les tics, sic!- du président mais l’espoir fait vivre et m’a fait suivre le déroulement du grand final, arrimée au bord du Potomac river. D’ailleurs, notre héros local a été le premier parait-il à décrocher le bigophone pour le féliciter. Dommage que leurs temps ne concordent pas, ils auraient été bras dessus bras dessous faire la revue des troupes en Irak.

Não que eu tivesse dúvidas sobre o próximo presidente mas agente tem esperança e eu acompanhei o desenrolar do grand finale (o segundo turno das eleições presidenciais), não muito longe do Rio Potomac. Aparentemente, nosso herói local [o presidente norte-americano George Bush] foi o primeiro a pegar o telefone e dar as congratulações [a Sarkozy]. É uma pena que o tempo dos dois no poder não tenha sido ao mesmo tempo, eles poderiam estar ombro a ombro passando as tropas em revista no Iraque.

Harinjaka escreve em Malgaxe um post engraçado sobre o todo poderoso governo francês e Sarkozy, a quem ele chama de “pequeno corpo doente [petits corps malade]”.

Hjk [mg]

bedy izay tsy mitovy hevitra amin’i “petit corps malade”, bedy raha mandeha mafy amin’ny aotômobilina na tsy mamatotra fehikibo, bedy ny tena raha tera-tany vahiny ka mba te hitady ravinahitra aty amin’i la frantsa reny malala

Nós somos repreendidos se não concordamos com o “pequeno corpo doente”, somos repreendidos se corremos ou se não usamos o cinto de segurança, somos repreendidos se nascemos em um país estrangeiro e procuramos sucesso na nossa amada França maternal…

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